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Mostrando postagens com marcador Daniel Nishiwaki. Mostrar todas as postagens
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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

TGI - Busão doce busão - acessórios para seu ônibus

Hoje vou contar pra vocês como foi minha experiência com meu trabalho de graduação.

Fiz em dupla com minha colega e amiga Flávia Loumy Kawasaki, durante os ultimos semestres do curso de desenho industrial projeto de produto no Mackenzie 2008.

Como andavamos muito de ônibus, e o caminho era bem longo, pois ambos moravamos em Cotia, a volta para casa durava de 1h30 a 2horas dependo do trânsito, duas conduções, municipal e intermunicipal. Então tivemos bastante tempo pra amadurecer as idéias, quando decidimos desenhar acessórios para ônibus que fizessem com que o ambiente ficasse melhor, transformar um lugar onde odiavamos estar em um lugar mais agradável, pensando em melhorar as vidas dos passageiros e consequentemente as nossas, afinal se calcularmos o tempo gasto da casa pro trabalho, trabalho para facu e facu para casa, façam as contas.
Nosso orientador foi o professor Olavo Egydio Aranha, com sua paciência milenar e orientações nos conduziu a um desenvolvimento muito interessante.
O 1º semestre de desenvolvimento passamos coletando e pesquisando dados, tudo sobre ônibus, transporte coletivo, definimos os produtos a serem desenvolvidos e começamos a esboçar as primeiras idéias. Produtos foram um suporte de guarda-chuvas, suporte de revistas, redesign apoio de mãos e um dispensador de alcool em gel (fomos visionários foi antes do surto da gripe suína)

O nome "Busão doce busão - acessórios para seu ônibus" foi escolhido com base em nosso objetivo de projeto, a brincadeira com o ditado popular "lar doce lar" onde usamos a giria popular "busão" para dar uma maior familiaridade das pessoas usuárias de ônibus com o projeto e o pronome "seu" para nitida impressão que o ônibus é do usuário.

Mas o desenvolvimento não foi nada fácil, tivemos dias e dias de idéias e desenhos que não nos agradava, tudo era ruim, feio, chato. Estavamos tão preocupados com processos produtivos e funcionalidade que tudo ficava com aquela cara de " feito por um engenheiro".
Durante o 2º semestre, reta final, a falta de criatividade ou "trava" pelas preocupações de projeto não mudaram os rumos do projeto, até que certo momento decidimos entre tentar apresentar do jeito que estava ou bombar e tentar fazer uma coisa legal, é decidimos bombar.

Que beleza... DP de TGI! 

Mas nos deu mais calma para trabalhar, afinal não tinhamos as outras matérias, ir uma vez pra facu não era mais tão cansativo.

Então um dia decidimos esquecer tudo o que já tinhamos desenhado até então, todas as preocupações e buscamos o que realmente queriamos desenhar, afinal é pra fazer o ônibus um lugar mais agradável? Produtos com formas divertidas!

No nosso primeiro processo de criação, a Loumy desenhando de uma lado da mesa e eu na outra ponta, quando olhamos os desenho havia uma forma que os dois haviam desenhado que estava muito semelhante, daí nasceu o "Pé de Sapo" suporte de guarda-chuvas.

A partir desse produto os outros foram questão de dias pra serem definidos, revisteiro "Apoia Leitura", dispenser "Meleca Limpa", apoio "Segura Peão", sim optamos por nomes divertidos tambem para os produtos.

Nossa banca foi formada pelos professores Olavo Aranha, Marcelo Oliveira e Afonso Celso Garcia.

Haviamos ensaiado a apresentação pra que cada um falasse algumas partes, dividimos bem as falas, fizemos uma lembrancinha para quem assistiu a apresentação, um chaveiro com a forma do Pé de Sapo.

Resultado: Nota 10 e muito elogios para o projeto. Trabalho recompensado.

Veja o trabalho na integra abaixo. 

A história não acaba aí...
Depois de formado, colação, festa, viagem de cruzeiro open bar de bebida e comida, estava eu numa quinta-feira recrutando os loucos para balada, quando chamo meu amigo designer também Nicholas Vieira. Sua resposta foi:

-Não vai dar estou inscrevendo meu TGI no IDEABrasil2009, amanhã (sexta) é o ultimo dia.

Decidi ir pra balada e ver no dia sequinte o que era aquilo de IDEABrasil. No dia sequinte após a ressaca, pesquisei sobre o concurso, copy cola do TGI no formulário de inscrição e o "Busão doce busão" estava concorrendo.

Meses depois resultado:
Premiados no IDEABrasil2009 com Bronze na categoria estudante com o projeto "Busão doce busão - acessórios para seu ônibus".

Ah e lembram do Nicholas, prata na categoria estudante.
Espero que essa história dê forças aí pra galerinha que está nessa fase de trabalho de graduação, façam com seriedade e comprometimento, seu trabalho pode te render frutos e não só uma nota.


terça-feira, 22 de junho de 2010

Copiafobia a sindrome do designer

Quem aqui não tem medo de apresentar suas idéias e ser copiado por outro designer "maufeitor" ou por um projetista copista qualquer?


Vocês vão me dizer "Ah mas é só registrar sua idéia no INPI", bom quem já teve a oportunidade de registrar um produto no INPI sabe que a vida não é tão simples assim.

Pra começar que é um processo caro, existem algumas empresas especializadas em registro de patente e desenho industrial que cobram em torno de R$1000 a R$2000 por registro. E quem espera ter esse retorno em royalties já começa a calcular quando anos terá de viver para reaver esse investimento, se ganho 3% por produto vendido tem de ser vendido... vixi!

Segundo que é trabalhoso, para cada registro você pode fazer no máximo 20 variações do seu produto, o que seria isso? Imaginem um jogo onde você tenta adivinhar como aquele bom e velho copista que pensa "a gente copia e muda uma coisinha ali" essa coisinha ali que ele mudaria você tenta adivinha-la em suas variações do registro. Ou seja, você pega o seu produto e tenta muda-lo algumas vezes para tentar cercá-lo sobre o copiador. Diga-se de passagem, isso é chato, mas muito chaaaatooo de se fazer, porque para cada variação, você tem de fazer as 6 vistas do produto (superior, inferior, direita, esquerda, frontal e traseira). Já fizeram as contas de quantos desenhos isso gera? é você vai precisar de um estagiário...

Terceiro que após todo esse trabalho, investimento, você ainda assim não se sente seguro! AH MAS PORQUÊ MEU?

Porque o registro de desenho industrial protege a parte visual/estética do produto e em um suposto julgamento, em um mundo onde o culpado é inocente até que se prove o contrário, onde um ótimo advogado pode colocar um criminoso nas ruas, corremos o risco de ficar com cara de "bexiga" de tudo acabar em pizza.

A coisa funciona mais ou menos assim, o registro só protege se você conseguir provar que o "maufeitor" agiu de má fé e te copiou. Provando que ele teve algum contato com o seu trabalho, reincidência, não é a primeira vez que você o processa (é muita cara de pau!), enfim, provar que ele quis te copiar. Que tambem não é o maior dos absurdos, afinal você pode ter inspirado sua luminária em uma rosa e outro designer tão original pode ter tido a mesma idéia e a coisa ficou parecida.

Mas na minha opinião o registro no INPI é um mau necessário, acho que quando começarem a surgir cases grandes de empresas processadas por cópia, os copiadores vão passar a se preocupar, de 2 a 1, ou os "maufeitores" não copiarão mais ou se especializarão em leis de direito de patente. Ainda acho que o sistema é falho, não garante segurança total, tem muitas brechas, se você não registra direito pode se prejudicar, acho que ainda estamos anos luz do que seria o ideal.

No meu mundo imaginário perfeito, todos os produtos a serem colocados no mercado deviam ser obrigatóriamente por LEI registrados no INPI, avaliados e provados que são originais, para assim serem comercializados. Imaginem choveria empregos para os designers, "O quê? quer me contratar como projetista copista? Nem a pau! Sou designer" toda empresa teria que trabalhar com designers. As viagens dos donos de empresas para se "inspirar" em catalogos de empresas de fora iam acabar.

Mas voltando ao mundo real...

Pelo que eu entendi do INPI a coisa funciona assim, depois de toda a papelada, desenhos, etc prontos, você dá entrada no registro, ele é publicado, e se ninguem reclamar durante um determinado tempo, você consegue o registro.

Se não me engano, uma pessoa pode registrar sozinha uma patente no INPI, sairia mais barato talvez, mas e o medo de registrar alguma coisa errada, ouvi dizer que existem "pilantras" que ficam de olho nas publicações do INPI, se você registra alguma coisa errada e é negado, esses pegam seu projeto arrumam o erro e registram, ou seja, te roubam a idéia, daí você pode ter que pagar para usar do direito de produção da sua própria idéia! Pois é, dizem que pode acontecer, será uma lenda urbana? acordar numa banheira de gelo sem seu registro do INPI, vai saber.

É como lutar contra a pirataria, afinal se quiserem te copiar, eles vão te copiar.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Indústrias de brinquedos - Não assustem nossas crianças!

Ontem eu dei uma passada na feira da Abrinq no expo center norte, que vai até sexta agora dia 9, e não fui porque era um sonho de criança ir num lugar cheio de brinquedos, mas para ver o que as indústrias estão fazendo para nossas crianças, lógico.

A feira tá bem legal, eu não imaginava que tinhamos tantas indústrias de brinquedos, eu não conhecia a maioria, fora Estrela, Grow e uma aqui ou outra ali.

Bom o que vi lá são muitas empresas esbanjando pouca criatividade, cuja produção é em larga escala. Você encontra fabricantes que possuem rotomoldagem, injeção, vacuum forming, injeção a sopro, enfim toda tecnologia que uma grande marca de brinquedos tem, mas bonecas que botariam o Chuck boneco assassino pra correr.

Foquei nas empresas que não conhecia, para tentar entender esse processo de desenvolvimento de produtos, em grande parte o que descobri era um regime de empresa familiar, ou seja, o próprio dono desenvolve, fiquei até sabendo que eles viajam pra fora para se "inspirarem" e trazerem idéias para suas indústrias.

Eu fico me perguntando, se eles vão ter que investir no molde de injeção, penso eu que independente da beleza da boneca, o investimento é o mesmo, porque não fazer um produto legal? ou pelo menos que não vá traumatizar nossas crianças.

Acho que a indústria de brinquedos é carente em questão de design, fora as empresas tradicionais que já devem ter seus devidos setores de desenvolvimento de produtos, o resto vive de produtos que tem cara de loja de R$1,99, que nada mais são do que cópias. Mas acho que é um mercado onde ainda se deve ensinar o que é DESIGN e o porque seria vantajoso para eles terem nossos serviços. Alguns nem sabem que existimos, tanto que muitos dos donos das empresas me olharam com aquela cara, "do que que esse japonês tá falando?"

Acho um nicho enorme, caso um dia consigamos mudar essa cultura de pequenas empresas onde o dono faz tudo, inclusive o desenvolvimento dos produtos.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Liberdade de criação x Limitação de produção

Quem aqui já teve a idéia de um produto começou a desenhar, logo aquelas perguntas vieram a cabeça "como será produzido?", "que material vai ser?" e tira isso, muda aquilo e no final não sai nada de como você estava imaginando.

Em nosso trabalho de graduação tivemos esse problema, desenhamos acessórios para ônibus, não... não conseguimos nos formar de primeira, ficamos quase um ano tentando ter idéias, desenhando, redesenhando e nada, ficamos tão bitolados em formas de fabricação e toda a parte de resistência que nada que desenhassemos nos agradava, tudo ficava com cara de "engenharia" e queriamos formas alegres, afinal o busão já é um ambiente chato de estar. Até que um dia sentamos, eu e minha colega Flávia Loumy Kawasaki, e decidimos desencanar da forma produtiva em primeira fase e ver isso depois. Bingo! Em um dia tivemos idéias que nos agradaram que em 1 ano não tivemos e depois com a ajuda do profº Miltão do Mackenzie definimos toda a parte de fabricação.

Eu sou um dos designers que questiono tudo que desenho e que vejo, como vai ser produzido, que material, mas isso monta como, quanto vai custar, porque você está bravo comigo? questiono demais... sou chato.

Meus primeiros dias no escritório de criação foram tenebrosos, pela primeira vez como profissional tive medo, frio na barriga e tudo mais, me perguntava "e agora cara? agora é o que você queria de verdade, pra isso que você estudou, vai amarelar?" de cara soltei a mão e fui desenhando, mas confesso que minha criação era limitada, tudo que desenhava eu questionava.Meu chefe ficou dias dizendo SOLTA a criatividade, até eu começar a entender.

Hoje penso que se o designer não souber trabalhar bem as fases do projeto e separá-las bem acaba enfrentando um bloqueio mental, eu acho que criação não combina com limites técnicos, as vezes deixá-los de lado num primeiro momento da criação seja bom para ter idéias inovadoras, se você limita muito sua criatividade você se torna "antipático" a sua criatividade, é isso ae! Imaginem sua criatividade te dizendo "tive uma idéia!" e você com aquela cara de nádegas dizendo "Não vai dar certo".

Eu ainda não consigo esquecer do processo produtivo quando estou desenhando, mas tento não limitar minhas idéias. É dificil, muitoooo dificil, mas acho que um bom design é a busca de um EQUILÍBRIO entre diversos fatores, seja criatividade + produtividade + vendas + funcionalidade. Acho que se você fizer algo somente pensando em criatividade acaba fazendo algo muito conceitual, que muitas vezes não dá pra produzir ou fica desinteressante para as indústrias e se fazer algo somente pensando em produção corre o risco de não ficar feliz com o resultado. O equilíbrio, acho que é o segredo de um produto bacana.

Bom já que são raras as empresas brasileiras que designers trabalham junto dos engenheiros, com vendas e produção todos em prol do desenvolvimento de um bom produto, acho que é nosso papel pensar em todos esses fatores que envolvem o desenvolvimento, mas sem esquecermos do que somos e fazemos, que é aplicar design no mundo. Acho que quando falta algum desses fatores é quando nosso produto não vende, ou ninguem quer fabricar, acho que o equilíbrio deve ser a busca de todo designer, será?

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Designer de produto faz gráfico?

Vou falar hoje de um tema que considero polêmico.

Em Desenho industrial, em certo momento na faculdade temos que decidir entre produto ou gráfico, e confesso que fui um dos que pensou "vou fazer produto que se depois eu quiser fazer gráfico eu faço um curso de photoshop e me viro". Hoje vendo meu irmão se formando em gráfico e os trabalhos de muitos amigos que trilharam o caminho do design gráfico, vejo que meu pensamento foi completamente errôneo. Vi que o design gráfico não é simplesmente fazer um pacote de cursos da Adobe ou ficar horas fazendo tutoriais na internet e sair colocando degradês em páginas da web, eu particularmente ODEIO degradês!

Não sou contra o designer de produto que queira fazer gráfico, mas acho que tem uma grande diferença, sou a favor que se você quer fazer os dois, elimine matéria, faça mais dois anos, e se forme em design gráfico, aprenda os fundamentos, não pense que é tudo uma questão de ferramentas gráficas, tem um motivo pra uso de certa cor, posição dos elementos e tudo mais.

Nós vivemos sonhando com a regulamentação da profissão do designer, mas na minha opinião, nós muitas vezes não temos atitudes e pensamentos profissionais, não acho que o profissional que fez tutoriais na internet e se julga designer gráfico é muito diferente do cara que coloca um cartaz na Sé "Faço site por R$100", hoje é fato que a profissão de web designer está banalizada, todo mundo faz web, todo mundo se vende como web designer. Vou dar um exemplo, entrem no site da Abrinq, vejam os associados e entrem em seus sites, tirando as grandes, um site é mais pavoroso que o outro, como um designer gráfico vende seu trabalho, com fundamento, por R$X sendo que tem maluco que cobra R$BANANA? o resultado vemos aí.

Sou a favor de que se você é produto dedique se a isso, quer fazer os dois procure se especializar e profissionalizar no outro fundamento, sou do pensamento de quem quer ser bom em tudo, acaba sendo mediano em tudo. Acho que temos que ter mais respeito e menos prepotencia de achar que os 4 anos de nossos colegas gráficos podem ser aprendidos em tutoriais da internet.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Deviamos seguir os coreanos

Quando me falaram sobre desenho industrial, me lembro que acho que estava lendo aquela revista Guia do Vestibulando, lá dizia o que a profissão faz, rumos que poderia seguir e que o mercado estava crescendo.

O que encontramos são industrias que mal sabem o que nós fazemos ou escritórios e designers se aventurando tentando fazer design nos modelos que vemos lá fora, alguns dando certo outros desistindo de vez de design.

Mercado de design crescendo... Mal imaginava que esse crescimento depende de mim, sim depende de cada designer que está entrando no mercado, Ah mas o "Brasil tá cagando pro design", "nada se cria tudo se copia", e blá blá blá. É, muitas empresas do mercado pensam assim "Copia que se forem dar busca e apreensão eles notificam antes e a gente tira tudo da fabrica" é desanimador não? Mas as empresas não vão mudar seu pensamento da noite pro dia... e o que eu faço? Sento e corto os pulsos, sigo minha vida em guerra com esse país ou tento convencer o máximo de pessoas que moramos na #@%*!

Na palestra que vi da Objeto Brasil (Junior quero meus royalties!), estava um coreano contando como Seoul se tornou um centro de Design, fora os milhões que o governo Coreano investiu no projeto, o que me chamou a atenção foi quando questionaram como eles começaram esse tão grande feito. Eles começaram de cima para baixo, ensinando os lideres governamentais, grandes empresas e formadores de opinião o que era design e o porque era importante para o mundo, e depois pequenas empresas e até crianças insentivando a criatividade da criançada.

Se as empresas aqui no Brasil não entendem, não é o caso de ensinarmos elas? Sei lá, bolarmos um e-mail informativo ou newsletter explicando a importância do design para as empresas? tentarmos dar palestras em escola para explicar aos jovens a profissão, para os que querem seguir e os que forem pra outras áreas tambem entenderem, afinal dali pode sair um futuro empresário, tentarmos dar palestras em feiras de fabricantes, enfim fazer alguma coisa, afinal o interesse é todo nosso.

Comentei com alguns, mas o objetivo qndo pensei nesse blog, além de discutir opiniões sobre nossa área, era de mudar as coisas, sim galera eu quero mudar o mundo, a começar por nós mesmos, não quero só ficar aqui reclamando de como as coisas estão erradas, de como é bem melhor lá fora, quero mudar porque eu não to feliz, vendo vários amigos e colegas desistindo, se lá fora é diferente se Seoul conseguiu porque não dá aqui? porque é o Brasil? Seoul mudou, "ah mas aqui o governo não apoia", será que não? será que se não conseguirmos agitar as coisas, incomodar, aparecer, de repente não rola?

Se não criarmos POSSIBILIDADES aí que nada muda mesmo.

terça-feira, 30 de março de 2010

De xará pra xará

Fala Daniel,

Cara muito legal seu post, sim! eu me baseei nas coisas que vc escreveu no seu primeiro post, peço até desculpas se falei algo demais, mas é bom saber que vc tem muito o que acrescentar pro blog.

O que não entendo é que com tantos produtos legais, e digo isso pq eu já conhecia a cadeira que vc falou, bem antes de saber que era sua, acho ela animal, vc não conseguiu se firmar no mercado? Realmente existe uma repulsa do mercado para produtos injetados até pelo investimento inicial em molde, mas vc procurou a tok&stok? ou ficou só no "ouvi falar"?, a própria tokstok tah cansada de encher containers com cadeiras, sim da China, e trazer pra cá, pra eles é esse o esquema.

Eu não estou duvidando ou não aceitando as suas experiências, muito pelo contrário, eu insisti para vc publicá-las pq acho super importantes para ser visto que não é um mar de rosas. Mas não acho que é impossivel, sei que não é fácil, mas acho q a busca em dar certo não é só um ganho pessoal, mas um ganho pro design nacional.

Digo isso pq conheço alguns designers e escritórios que vivem de design, a realidade q vivencio todo dia aqui no escritório é diferente da que vc passou esses 5 anos, até por isso talvez eu seja tão otimista e vc pessimista com relação ao mercado nacional, não digo que chove clientes, que é bom pra caramba, mas o escritório sempre tem produtos a desenvolver. Trabalhamos com contratos de pagamento fixo, royalties e venda de projeto.

Daí vão falar que pra se dar bem tem q ser conhecido, mas pelo que vejo vc contruiu um nome com todos seus feitos e prêmios. Só pelo repertório q vc passou não sei como vc não está entre os designers brasileiros vivendo de design.

Por eu vivenciar esse dia-a-dia do escritório, ver como meu chefe a cada dia ganha mais reconhecimento e como cada cliente é uma vitória, não tenho o mesmo ponto de vista que vc. Meu chefe está tentando a mais de 10 anos e diria que ele tá colhendo o que plantou, ele podia ter desistido nos 5 anos como vc, mas talvez não estivesse colhendo hoje.

Eu sou do tipo de cara que se não deu certo é pq fiz alguma coisa errada ou não tentei o suficiente... resumindo CABEÇA DURA rsrsrsrs

Moro num país tropical, abençoado...

Primeiramente quero agradecer a todos, até que enfim se manifestaram rs Bom é que o blog tá andando e provou o que eu suspeitava, todo mundo tem o que falar de design.


Bom queria falar das publicações do Morgan, são inspiradoras, trazem um pouco de pessimismo com relação ao cenário nacional mas mostra uma busca pelo design que é a mesma que a minha e sua tragetória é a que eu estava imaginando que é a de todos designers reconhecidos. Maaaaaaaaaaas, gostaria de dizer a você meu amigo que eu ainda acho que tem esperança para o mercado nacional, assim como vc diz q as pessoas não devem desistir de seus sonhos, acho q vc naum devia desistir do país tropical, abençoa po De... e buni... q BELEZA!


Posso te dizer que é possivel, não digo q é facil, mas que dá DÁ! aqui no escritório trabalhamos com empresas nacionais, no ramo moveleiro e iluminação, e prospectamos outras áreas. O engraçado é que é o inverso do que vc está fazendo trabalhando com clientes de fora pra depois vir pra cá, nós temos o interesse de desenhar pra fora, mas começamos aqui. A questão de que tem picaretas, jeito brasileiro isso é fato, afinal moramos num país onde se é DESIGN e se faz DESIGNER. Mas acho q não é hora de jogar a toalha, as empresa sim dão preferencia para designer renomados, mas se nós não corrermos atrás de fazer nosso nome quem correrá por nós? Será que no nosso caso não é de procurar uma Tok&Stok, Imaginarium, empresas que estão acostumadas em trabalhar com designers? o q penso é q qlqr um pode fazer isso, ir pra lá e apresentar produtos, eles são abertos a isso, desisti não cara, o design nacional precisa mais de vc do que lá fora, lá já tah tudo funcionando. rs


Sobre a publicação do Maia fiquei besta de ver a dedicação que ele teve, acreditou mesmo na sua idéia, mas o pq desistiu? porque ninguem comprou sua idéia? pq te falaram q design é um brincadeira? Acho q seu erro foi super valorizar uma idéia, vc fez da sua criação sua carreira, ela não deu certo e vc foi junto com ela, não era o caso de vc ter deixado ela no portfolio e partido pra outra? nós designers temos mania de supervalorizarmos nosso trabalho e alimentarmos nosso ego, vi uma palestra do John Barrat da Teague, organizada pelo pessoal da Objeto Brasil, vou cobrar royalties pra vc Junior pela propaganda, onde ele deu várias dicas para quem quer trabalhar com design, uma é "Saber lidar com seu EGO", outra é "Não ficar preso a detalhes" e a melhor é que o "Designer tem que parar de esperar as condições ideias, elas não existem" entre outras que não me lembro agora. Nós sempre estamos insatisfeitos, ou o mercado é ruim, ou não tem a tecnologia necessária, ou não quer investir, mas se as indústrias não acham seu produto viavel são elas que estão erradas? Ou vc que devia desenhar produtos que interessem as industrias?


Com relação ao seu amigo que brinca de designer, lógico que ele não vai viver de royalties, se ele tem 1 cadeira, vcs querem viver de royalties com 1 produto no mercado? Acho que deviam rever seus conceitos, vcs levam design como uma loteria onde querem a sorte de fazer um produto que te de renda, sustente a familia e tudo mais, sendo que PRA MIM é uma busca, mesmo porque os produtos tem um "ciclo de vida" no mercado, ele nasce cresce e um dia morre, se fosse assim os designers assim que conseguissem um produto perfeito se aposentariam.


Queria falar tbm do comentário do meu amigo Guilherme Barão de Mello no testo do Morgan, acho que as pessoas tem q fazer o q gostam e o q acham certo na vida, ninguem me disse que o mercado de design tava pronto como para os médicos, engenheiros e etc, disseram que estava crescendo, e percebi que esse crescimento depende muito de nós que estamos entrando no mercado, por isso ver um colega de profissão desistindo me incomoda, porque é um soldado a menos nessa conquista, quem esperava encontrar uma mercado pronto, tem lá as indústrias e empresas todos sabemos o limite financeiro dos salários, quem esperava outra coisa, vê um mundo a ser conquistado, só que é um caminho mais dificil, bem dificil, botaaaaaaaaaaaa dificil nisso, mas não sei acho q aí que vc vê se ama o que faz, te digo meu amigo, que dá pra ser designer e se dar bem, meu pai qndo fui decidir o q ia fazer, eu tava preocupado em dinheiro, me disse "se vc for bom vc vai ganhar dinheiro", que vai junto do pensamento do Morgan em seus comentários, tá certo que na verdade ele odiou eu ter feito Desenho Industrial, mas cada um com seus problemas certo, se é uma coisa que vou fazer pro resto da vida, q seja algo q gosto.

Não to dizendo pra ninguem largar o emprego, estou dizendo que quem quer ser designer pode correr atrás das coisas nas suas horas vagas, desenhar, montar uma apresentação, mandar pra empresas, e quem sabe um dia poder viver disso.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Viver de royalties no Brasil - Seria um sonho impossível?

Desde quando decidi ir por essa carreira de designer de produto fico imaginando e sonhando um dia conquistar minha independencia financeira ganhando royalties. Para poder desenhar e desenvolver minhas idéias a hora que quiser, como quiser e do jeito que quiser.

Pra quem não sabe os royalties ou royalty é uma forma de pagamento de uma empresa para o detentor dos direitos autorais de um produto, recurso natural, marca, patente ou processo de produção, para usufruir do direitos de uso, comercialização, exploração e distribuição. Ou seja, você receberia uma porcentagem a cada produto vendido que você criou.

Algumas empresa trabalham com esse tipo de contrato aqui no Brasil, já ouvi falar em porcentagens de 3% e não falo de empresas pequenas, falo a nivel de Tok&Stok, até uns 6% em empresas direcionadas a público A, tudo depende da sua negociação com a empresa, mas acredito que das duas porcentagens podem ser consideradas o baixo e alto.

Fico sonhando em um dia viver de royalties, na verdade até acordado sonho com isso, sim! é meu objetivo profissional, fazer o que amo e ganhar por isso. Idolatro muito designers, o brasileiro Indio da Costa, adoraria ter um espremedor de laranja do Philippe Starck para colocar na minha sala, fico assustado com a estravagancia do Karim Rashid, esse que tem mais de 2500 produtos no mercado, pra diversas indústrias, não digo que ele recebe royalties por todos os projetos, mas vou dar um exemplo de uma lixerinha que ele desenhou pra Coza, essa que você encontra na Tok&Stok e outras lojas, vendeu mais de 2milhões de unidades, se supormos que ele ganhou R$1 por unidade, EU já fazia o meu pé de meia, isso porque chutamos baixo e é só uma suposição.

Será que meu sonho é tão impossivel? Porque esses caras são tão humanamente diferentes de nós, será que nasceram com algo que nós meros mortais não temos? Sei você vai me falar "Fala sério japonês, você quer ter mais produtos que o Karim?" seguida de uma longa e hilária gargalhada. Sim meu objetivo é um dia ter sim mais produtos que esses designers, acho que por isso chamo de objetivo profissional, é pra onde eu acordo todo dia, olho e desejo estar, lá em cima. Não me interpretem como ganancioso, arrogante ou pretencioso, mas é meu sonho, e não acho impossivel, pra quem já viu o video da história do Steve Jobs, é inspirador, será que tudo não é uma questão de parar de desejar e ir atrás? acreditar no seu trabalho e insistir em mostrar pro mundo que seu trabalho é bom?

Acordo todo dia com um objetivo secundário novo, como assim? exemplo, acordei hoje e pensei bom pra chegar onde eu quero eu preciso de contatos, então entro no Google vou procurar uns contatos de indústrias, quando achar o suficiente vou atrás de outras coisas. Tento matar um leão por dia, sempre visando meu objetivo principal, mas construindo a cada dia POSSIBILIDADES para isso poder acontecer. Cansei de esperar as coisas acontecerem, eu ficar vivendo minha vida sonhando e esperando, se eu não tentar ou criar possibilidades para coisas diferentes acontecerem em minha vida o que pode acontecer? Eu vou ganhar na megasena sem nunca apostar? Acho que não, decidi ir atrás, vamos ver no que dá.

Só pra deixar bem claro, meu objetivo profissional é, um dia, ser um designer de produto reconhecido, famoso, independente de lugares físicos, hã? sim quero poder desenhar sentado na areia da praia, desenvolver e fechar contratos de royalties, vários produtos, para um dia poder me dar esse luxo de não precisar de escritórios, não sei, percebi que muitas das minhas idéias e criações, as melhores, não acontecem aqui no escritório, tenho idéias no carro voltando pra casa, dormindo (sim eu acordo no meio da madrugada para anotar idéias), jogando videogame, no banheiro. Dizem, se não me engano Baxter, que as vezes pra solucionar o problema voce deve esquecê-lo, relaxar sua idéias. Acho que espaços fisicos não combinam com nossa profissão, coisas formais não combinam com criação, a criatividade é uma coisa solta, você não escolhe a hora de tê-la nem onde, acho que se você tem um escritório é bom ter um horário de trabalho e local porque muitas pessoas não tem essa disciplina, confundem trabalhar em liberdade com ver TV o dia todo. Acredito que não teria esse problema porque já tornei do design minha paixão, ao mesmo tempo que jogo meu PS3, tenho idéias, e ando sempre com meu bloquinho e caneta no bolso.

Não sei se vai dar tudo certo, se vou conseguir, se não vou virar hippie no meio do caminho, mas prefiro chegar daqui uns 10 anos e escrever pra vocês que tentei e não deu certo do que continuar vivendo fazendo todo dia a mesma coisa, rotina, sonhando com uma vida diferente.

Meu erros e acertos, contarei a vocês!

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