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terça-feira, 19 de junho de 2012

Me graduei em design e agora?

Estava eu esperando minha noiva sair da pós, zanzando por uma faculdade X (o nome não vem ao caso) e ouvi um dos alunos comentar que teria apresentação de TGI (Trabalho de Graduação Interdisciplinar) em uma das salas, ah... nada pra fazer, vamos lá ver o que a molecada está mirabolando, nossos futuros colegas de profissão, designers do amanhã!

Ao término da apresentação, o público sai da sala, para os professores julgarem e chegarem num veredicto da nota do aluno, e ao voltar e saber a nota tive uma enorme e enojada certeza de que faculdade hoje em dia é só questão de business, eu sempre ouvi as pessoas dizerem "faculdade hoje qualquer um faz", os mais afoitos "as faculdades vomitam profissionais no mercado de trabalho", entre muitos outros desabafos, mas será?

Eu presenciei um TGI em que a problemática, o conceito e o contexto apresentado não condiziam com o resultado final do trabalho, o que a pessoa propôs ela não solucionou, o que dizia ser não era, o conjunto todo da obra podia ser representado pela maquete do trabalho, nossa gente, sério... sabe aquela situação "Quê? Era pra hoje?!?" isso resume o que foi a maquete.

Eu fiquei em estado de choque quando soube a nota, para os mais aplicados podem dizer que foi ruim, mas para mim uma nota 8,0 significa que o trabalho está bom! eu não sei explicar a revolta que fiquei, saber que aqueles professores viram o mesmo projeto que eu vi, e que deram OITO! PQP não é 1, nem 2, nem 3, nem 4, nem 5, nem 6, nem 7... é 8! Oiiiiiiiito?!?

Na hora até pensei em tirar uma foto da maquete pra publicar no Face, mas respirei fundo e aquele anjinho no meu ombro dizia que apesar da indignação seria sacanagem com a pessoa que apresentou, por isso mesmo, não menciono a faculdade, nem o tema, nem horário, nem sala, nem sequer o sexo da pessoa, porque acho que não é ela a culpada, ela tá lá pra tirar a nota, se formar, acho SIM que a pessoa podia ter o senso crítico, eu falo e assumo, em 2008 eu e minha dupla desistimos do nosso TGI e optamos em ficar de DP e refazer um semestre do TGI porque tava uma porcaria.

Talvez as maiores culpadas seriam as faculdades, que vem mostrando que curso de Design qualquer uma tem, e diploma qualquer um tira, depois, nós ficamos idiotizados pensando porque todo ano se formam milhares de designers e 99% muda de área, vai fazer outra graduação, fica deprimido, fica com vergonha de olhar na cara do pai que pagou 4 anos de faculdade, que não é barata!

E eu penso nos professores, será que foi camaradagem com o orientador do aluno? E o orientador?!? Como tem coragem de levar pra banca um projeto naquele nível? Que estava claro que faltou conceituação, pesquisa, fundamentação, e o básico criatividade e DESENVOLVIMENTO do produto, eu vi trabalhos de alunos de 5º semestre da mesma faculdade, que davam de mil a zero em todos os aspectos comparado a esse que tive o desprazer de assistir. As maquetes dos alunos de 5º semestre estavam lindas em comparação com essa, é contraditório isso, como um aluno que tá no 5º faz maquete infinitamente melhor do que o que está pra se formar?

Ai a pessoa se forma, saí com esse projeto debaixo do braço pra usar de portfólio, os escritório de design dão risada, e aí? o que faz? Porra, mas foi um oito? Não é um projeto bom? En-ga-na-ção! é isso que a maioria das faculdades fazem com as pessoas, o professor tá ali vendo durante 4 anos, ou o cara leva jeito ou não leva, nunca vi um professor virar pro aluno e falar "cara tu não leva jeito, vai fazer outra coisa"

Mas na verdade, quem se engana são as próprias pessoas, que muitas vezes vem que não é aquilo, mas empurram com a barriga, vai levando, ela acha que uma graduação vai mudar a vida dela, se hoje ela não leva muito jeito, quando se formar tudo vai mudar, você vai ser um ótimo(a) designer! Hoje você não sabe desenhar bem, não domina softwares 3D, não é criativa, relaxaaaa... quando você se formar e ter um diploma na mão você vai encorporar tudo isso, é que nem maioridade, tu fez 18 anos e virou responsável não foi?

Continua aí levando sua faculdade nas coxas... nos vemos daqui a pouco no mercado de trabalho!

terça-feira, 5 de junho de 2012

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Design Suffering - A vida sofrida de um designer de produtos


Em bate-papos com meus colegas da faculdade, sobre o que estão fazendo da vida, sobre design, entre cervejas e risadas, percebo que as opiniões sobre a área de design se dividem, entre sonhos e frustrações.

Muitos que se formaram em design de produtos comigo, ou mudaram de área, ou estão buscando outra graduação, ou estão tentando abrir o próprio escritório de design (porque não conseguiram vagas em outro), enfim, são poucos que trabalham na área e se sentem designers.

Mas uma unanimidade entre opiniões é que para ser designer de produtos, daqueles que desenham de tudo, de isqueiro, móveis, luminárias, guarda chuva, à barcos e automóveis, o caminho a percorrer é longo, arduo, e muitas vezes parece impossível de ser alcançado. Pois não parecem existir mapas para essa jornada.

No mercado de trabalho encontramos indústrias que acham que desenhista industrial é um projetista cadista, poucas vagas em escritório de design de produtos disponíveis, falta de uma regulamentação para que todos os designers que trabalham por conta exerçam seu trabalho com ética e profissionalismo, entre outros fatores que atrapalham a vida de um designer de produtos.

É compreensível que diante desse cenário, muitos de meus colegas tenham desistido ou dado rumos diferentes as suas vidas, afinal as pessoas se casam, tem filhos, tem contas a pagar, e nem todo mundo tem disposição ou disponibilidade para se aventurar num mercado tão desanimador.

Aos que persistem e continuam tentando ser designer, ficam os rótulos de "sonhador, aventureiro, corajoso, louco..." e muitos deles se identificam mesmo com algum desses adjetivos, porque não é fácil ir e PERSISTIR atrás de um sonho, "vivendo de coxinha" como diz o Barão da Nó, quando tudo te diz que não vai conseguir, quando você olha pra trás e pensa por um segundo "podia ter ficado naquela empresa, com salário bom, condições boas..." sendo que o único "sacrifício" seria trabalhar com aquilo que não era bem o que você sonhava em fazer.

Eu mesmo me pego pensando, como estaria minha vida se tivesse continuado trabalhando em uma das indústrias que passei, talvez hoje seria um gerente projetos, com a vida mais estável, mas tenho certeza que estaria fazendo a mesma coisa, pensando "como seria minha vida se tivesse tentado?" E me conhecendo sei que estaria bem inquieto, eu tenho uma séria inabilidade em fazer coisas que não gosto de fazer.

Acredito que um certo dia, tive um mix de coragem (ou loucura) + sorte + determinação. 

Coragem, ou loucura, tive ao largar todas as indústrias que trabalhei, com planos de carreira e tudo mais, para me aventurar e conseguir trabalhar em um escritório de design. Sorte, porque são poucos escritórios disponíveis e Determinação, porque só Deus sabe quantos currículos e portfolios enviei na esperança de uma oportunidade.

Fazem quase 6 meses que decidi sair do escritório de design onde trabalhava para abrir meu próprio escritório, taí a loucur... digo coragem novamente, e digo pra vocês que não está sendo nada fácil, minha vida virou de cabeça para baixo, por falta de estabilidade, ter que ficar indo atrás de clientes, ficar tomando "chapéu" de clientes, passei a ter preocupações administrativas, financeiras, ou seja, passei a atuar em muitas áreas que a maioria dos designers odeiam.

Mas por outro lado tem sido uma experiência muito apaixonante, ver um trabalho seu lançado no mercado, ver as pessoas olharem pro seu produto e abrir aquele sorriso e dizer "que idéia legal", sim já fiquei um tempo olhando a reação das pessoas ao se deparem com meus produtos. Ter produtos lançados com seu nome e devidamente creditados a ele, esse tem sido meu combustível para continuar nessa busca.

A verdade é que é preciso mais do que talento e criatividade para ser designer de produtos nesse nosso Brasil, é preciso ter paixão pelo design e pela profissão, amar o que você faz e muito, ter muita determinação, foco, muita coragem, um pouco (ou muita) sorte, ser oportunista, correr atrás, saber esperar, entre muitos fatores.

Eu posso dizer que vida de designer não é fácil, principalmente para aqueles que estão começando, criei o termo Design Suffering em tom de brincadeira e em homenagem a outros que como eu estão aí sofrendo pra conseguir ser designer de produtos, mas que a cada dia tentando, tem cada vez mais certeza que está no caminho certo.

A todos que estão nessa vida e também estão iniciando suas carreiras como designers de produtos e concordem comigo que sofremos, em questão de dificuldades da profissão em geral, mas acima de tudo amamos o que fazemos, sejam adeptos do Design Suffering, ralem bastante mas persistam e lancem seus produtos ou ideias, passem a filosofia a diante.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Pós em Design de Embalagens

Clique na imagem para ampliar

Pessoal, para aqueles que procuram um pós e gostem de embalagens, fiquei sabendo que tem o curso de Design e Inovação em Sistemas de Embalagens no Mackenzie.

http://www.mackenzie.br/design_embalagem.html

terça-feira, 15 de maio de 2012

Entrevistas com designers no programa Nos Trinques


Encontrei uma série de entrevistas no Programa Nos trinques - Gn
 
Guto Requena entrevista Piero Lissoni (16/06/2011)

Entrevista especial com o maior designer italiano em atividade, Piero Lissoni, em visita ao Brasil.



O designer Guto Índio da Costa esclarece mais sobre seu trabalho (09/06/2011)

O designer industrial desenvolve objetos, eletrodomésticos e também o projeto de ônibus-motocicleta elevado.


Objetos convencionais repaginados viram coleção de design (02/06/2011)

O arquiteto Márcio Kogan fala sobre projetos de design de interiores e de mobiliários elaborados pelo estúdio MK27.


Design pode ajudar na educação das crianças (05/05/2011)

Guto visita a casa de Houssein Jarouche, um empresário, designer e colecionador que fala da importância do design para crianças.


Luminária é feita apenas com lâmpadas e cabos (28/04/2011)

Guto Requena desafia o designer Gerson de Oliveira a criar uma luminária conceitual usando objetos comprados em lojas de artigos elétricos.


Marcelo Rosenbaum abre as portas de seu ateliê (24/03/2011)

O designer conta um pouco de sua infância e de sua relação com o design.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

EncontroADG: Debate sobre a regulamentação da profissão de designer

Encontro ADG realizado na Faap. Video na integra do debate sobre a regulamentação da profissão do designer.

 

OBS.: O aúdio está perfeito, tem uns primeiros minutos de silêncio até entrar todos os palestrantes, mas o vídeo está sensacional e bem esclarecedor para aqueles que querem entender melhor o que está acontecendo com a regulamentação da nossa profissão.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Cariocas no Salão Design


clique na imagem e acesse o site do evento
ou
www.clarkartcenter.com.br

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