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segunda-feira, 28 de março de 2011

Arte solidária – Planeta Sustentável

Não é nova, porem esta materia é interessante e pode abrir oportunidades a designers e grupos artesanais, boa leitura.


Os objetos que ilustram esta reportagem são resultado de uma parceria bem-sucedida entre design e artesanato. Feitas por gente simples e talentosa, as peças ganham refinamento e conquistam consumidores exigentes graças à orientação do designer, que valoriza os saberes do artesão e resgata suas técnicas. Conheça aqui cinco profissionais de São Paulo que fortalecem esse elo.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Video do 24º Premio Design do MCB

Vejam o video do 24° Prêmio Design no site do MCB:


24° Prêmio Design MCB from Prêmio Design MCB on Vimeo.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Etica sustentável ou sustentabilidade ética?

O aspecto mais difícil para ter uma sociedade mais justa, humanitária é justamente o ser humano. Somos o problemas e a solução ao mesmo tempo.

"Quando se fala em sustentabilidade, desenvolvimento sustentável, sempre se menciona os já costumeiros e tradicionais aspectos tecnológicos, econômicos, ecológicos, sociais.

Mas esse discurso não toca no ponto chave para uma futura sociedade sustentável, a ética necessária para construir essa sociedade.

A ética pode ser definida como um conjunto de valores morais e princípios que norteiam a conduta humana na sociedade.

Constatamos que até agora os nossos valores morais e princípios guiados por um capitalismo selvagem ou decapitalismo (decapitação) nos levaram a presente crise global financeira e ecológica.

No campo complexo e ambíguo da relação da ética e a sustentabilidade, temos como um exemplo as indústrias do cigarro, álcool (indústrias da morte).

Essa abordagem é necessária, já que a pergunta central é:

Como poderemos construir e depois (con)viver em uma sociedade sustentável no futuro com as industrias da morte?

Uma sociedade sustentável, teoricamente, implica numa sociedade com mais qualidade de vida e respeito a toda forma de vida.

O ponto é que as indústrias da morte vão contra o que representa ou desejamos de uma sociedade sustentável.

De acordo com a World Health Organization, o cigarro mata por ano cinco milhões de pessoas no mundo, uma pessoa cada seis segundos, sendo o maior problema de saúde publica mundial.

O álcool mata 2.5 milhões de pessoas por ano e representa um obstáculo para o desenvolvimento individual e social da sociedade. Além das mortes relacionadas ao álcool como crime e acidentes de carro.

Quais seriam os custos sociais do alcoolismo e do tabagismo, no sistema de saúde do país (hospitais, tratamentos), e no sistema econômico-produtivo?

Há um custo social-econômico derivado dessas cifras, um custo até agora bancado pela sociedade e Estado, e não pelas empresas responsáveis pelo consumo de seus produtos.

São as chamadas “externalizações negativas”: quando a produção e consumo de certo bem, impõem um custo externo à terceiras partes.

Essa terceira parte seria o consumidor, cujo consumo de cigarro e álcool gera um custo externo derivando daí um custo social.

Além das mortes e sofrimentos causados pelas indústrias da morte, há também o consumo de recursos naturais na fabricação do seu produto, os chamados custos externos da produção ou destruição do meio ambiente.

Mas quando a ética das indústrias da morte é o lucro, sem nenhuma preocupação pela vida humana e muito menos pelo meio ambiente, como se administrará essa questão mais adiante?

Mas sejamos justos, as indústrias da morte não obrigam ninguém a consumir, a sociedade como um todo, com a publicidade e a mídia, iludem e enganam o consumidor, levando a um consumo antes mesmo da adolescência no seu circulo social.

Como podemos construir uma sociedade com qualidade de vida, e respeito pela vida, se existe essa contradição profunda do espírito humano com as indústrias da morte e com outros aspectos de sua propia existência?

Estas indústrias, em algum momento, e contra a sua vontade, serão obrigadas, a incluir esse custo no produto, ou serão responsáveis por bancar o custo social gerado pelas externalidades negativas do consumo de seu produto.

Ou então, por favor,deixemos de ser idealistas e ingênuos, e encaremos a vida como ela é e como será, tenhamos uma sociedade sustentável tecnologicamente, logisticamente perfeita e eticamente imperfeita com todos os seus defeitos humanos; afinal uma futura sociedade sustentável nunca será um lugar perfeito, feliz e justo como a sociedade representada no filme Nosso Lar.

terça-feira, 1 de março de 2011

GloboNews: Conceito de ‘Design Thinking’ tenta entender os desejos dos consumidores

Pessoal acabei de ver esse video da Globonews sobre Design Thinking, muito bacana vale a pena dar uma olhada. Exibido em 28/02/11

Empresas mergulham no mundo dos usuários dos seus produtos para que estes tenham mais chances de serem aceitos.


Consumidores, os usuários de produtos, estão na moda. Nesta onda de descoberta, ou redescoberta, da importância que eles têm para uma empresa, surge um conceito que está dando o que pensar: o Design Thinking. É uma estratégia de sobrevivência em um mundo cercado de concorrentes por todos os lados. É entender profundamente o que as pessoas querem, mergulhar no mundo delas e sair dali com um produto com mais chances de ser aceito.

Fonte: Globonews

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

O designer da novela




Definitivamente o design está na moda. Prova disso é a figura do designer como um dos protagonistas da novela das 9. O sujeito, bem sucedido e premiado, é um poço de vaidades e ganha (com seu charme irresistível) todas as beldades que dele se aproximam. O glamouroso profissional também é disputadíssimo pelo mercado e acaba vendendo seu passe para um escritório de design em início de operações no Brasil, cuja proprietária (também designer com formação no exterior) é o ícone da mulher charmosa, culta e de bom gosto.

Vejam bem: ele não é artista, não é decorador, não é arquiteto. É de-zai-ner.

Tudo vai muito bem até que um dia o trabalho do designer (projeto de uma linha de móveis populares) sofre interferência do boss - um gestor irresponsável que, para reduzir custos de produção, substitui a matéria-prima indicada por outra inferior e com isso compromete a qualidade do produto.

(E não adianta dizer “eu não assisto novela”, porque no Brasil todo mundo sabe um pouquinho o que acontece na novela da Globo, nem que seja através das manchetes na internet).

Se não acontecer mais nada a tal novela já terá dado sua contribuição para nós, profissionais do Design. A simples menção da profissão “designer” já contribui para que o público em geral saiba que existe um profissional cuja função é projetar algo belo e funcional destinado a um público específico, visando segurança e a melhor relação custo-benefício. E conhecendo o alcance da telenovela no Brasil, sou capaz de apostar que muita gente que nunca tinha ouvido falar em design-designer agora está curioso para saber mais.

Ao contrário do que acontece na novela, a vida do designer é muito menos glamourosa do que parece, a remuneração é muito menor do que se insinua, e as condições gerais de trabalho, bem, não são lá essas coisas... Mas em compensação o autor acertou em cheio quando mostrou a falta de respeito a que somos submetidos quando alguém mexe no nosso projeto, seja para interferir na estética, seja para reduzir custos, seja por vaidade.

Eu também “não assisto novela”, mas estou curiosa pra saber quais aventuras viverá o personagem designer bem-sucedido que de certa forma nos representa na televisão.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Manual do Designer (para clientes)

É isso aí pessoal!! Pegando uma carona no vídeo abaixo, segue texto do meu livro
Um designer sozinho não faz milagres (http://www.rosari.com.br/)


Há anos ouço minha irmã Dentista reclamando da inconveniência de algumas pessoas (geralmente em festas e reuniões sociais) que insistem em pedir uma opinião sobre um dente, uma dor ou uma prescrição de terceiros, desrespeitando o profissional que estudou durante anos e não pode nem deve fazer recomendações sem antes analisar a situação.
Pensando bem, com o Designer a coisa não é diferente. Já perdi a conta de quantas vezes ouvi de empresários a frase "dá uma olhada no meu catálogo e me diz o que você acha". Ou então:  "faz um rabisco aqui pra eu ter uma idéia". E pior ainda: “bola aí alguma coisa e depois a gente vê...”
Para aqueles que não estão familiarizados com o trabalho do Designer seguem alguma dicas: 

Um “desenhinho, um rabisco ou um croquizinho” É o nosso trabalho, é projeto, é conceito que precisa ser pesquisado e desenvolvido.


Regra nº 1 - Para desenhar qualquer coisa é preciso se concentrar e utilizar toda a carga de informações que acumulamos em anos de estudo. E isso tem um custo.

Regra nº 2 - Se o cliente deseja apenas um desenho “para ter idéia” isto chama-se estudo preliminar e também tem custo. É como ir ao dentista e pagar pela consulta de diagnóstico – se o cliente vai ou não fazer o tratamento é outra história: o profissional recebeu pelo tempo dedicado e pronto.

Projeto é sinônimo de pesquisa, planejamento e método, recursos do bom profissional. Todo esse processo leva tempo, e assim:

Regra nº 3 - Se o cliente não dispõe de tempo para investir num projeto, é melhor nem contratar um Designer. 

Outra atribuição do Designer é avaliar protótipos. Mas apesar da tecnologia de informação ainda não e possível avaliar protótipos à distância, por telefone ou por fotos via e-mail. Portanto:

Regra nº 4 - Os deslocamentos para avaliação de protótipos devem ser pagos pelo cliente. E em caso de alterações e adaptações o cliente também terá que pagar.

Em muitas ocasiões o cliente, motivado por seu gosto pessoal, por opiniões de terceiros ou por uma pesquisa que leu não se sabe onde, decide "mudar um pouquinho o projeto".

Regra nº 5 - Neste caso o trabalho de conceituação do projeto deverá ser revisto, muitos desenhos deverão ser refeitos e consequentemente haverá um custo adicional.

É importante também que cliente conheça a reais funções e responsabilidades do Designer antes de contratar seus serviços. Todo Designer espera ser contratado para fazer um projeto e não para resolver problemas que foram criados por outros profissionais ou por uma gestão inadequada. Fazer a gestão do design é tarefa do cliente, pois é ele quem define as estratégias de sua empresa.

Regra nº 6 – Cabe ao cliente "brifar" o produto,  definindo qual deverá ser sua imagem no mercado-alvo.

A busca da inovação começa quando se propõe situações ainda não exploradas, mesmo que pareçam estranhas à primeira vista. O trabalho do Designer é antecipar cenários, investigar novas possibilidades. Portanto, caro cliente,

Regra nº 7 – Evite utilizar expressões como "viajar na maionese" quando se referir a uma proposta: isto não é engraçado para quem se delegou um projeto importante, visando resultados e lucro.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Designers X Clientes

Me encaminharam hoje achei bem engraçado, uma forma divertida de exemplificar uma das dificuldades que alguns de nós enfrentam no mercado. Vale a pena ver pelos argumentos dos clientes.

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