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sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Bons ventos do Design Brasileiro

No último final de semana, entre os longos percursos no trânsito de SP, escutei uma notícia sobre design na rádio CBN que falava sobre o lançamento do livro do célebre designer Bruce Mau, um dos co-autores do livro The Third Teacher que discute como aprendemos e como os espaços podem influenciar no processo de aprendizado. Novas teorias de aprendizado dizem mesmo que trocar de ambiente melhora a atenção para o estudo. Sem dúvida, designers podem contribuir e muito para essa questão. E, não só para a educação, para a sociedade, para a saúde, para tantos outros aspectos da vida humana. Candidatos a presidência deveriam ter designers não apenas em sua equipe de comunicação, mas especialmente na equipe estratégica. Quem sabe, em um futuro próximo, veremos isso acontecer.



Mas voltando a matéria da rádio, interessante pensar que uma emissora de cunho jornalístico está dando espaço ao design. Outra emissora, a Alpha FM mantém um programa que se chama Living Design, organizado pela jornalista e publicitária Monica Barbosa.

www.monicabarbosa.com.br

Jornais e revistas de grande circulação noticiaram nessa última semana várias coisas a respeito do design. Desde o encontro de Alexandre Wollner e Almir Mavignier para a abertura de duas exposições que contam com esses dois designers super importantes na história do design brasileiro. Uma exposição sobre o concretismo que conta com trabalhos de Max Bill, Mavignier e Wollner na Dan Galeria e outra no Museu Afro Brasil denominada Mavignier. Ambas em São Paulo.

Em Curitiba, sob a curadoria geral de Adélia Borges e coordenação geral do Centro de Design do Paraná, a Bienal Brasileira de Design – edição 2010-, está a toda. Uma grande exposição no sentido mais amplo do que significa ser grande. Não estou falando apenas em dimensões, mas sim em qualidade e pluralidade: nove exposições, um seminário internacional, uma intensa série de eventos paralelos que associam questões do mercado, do cotidiano, da educação e formação e também da academia no universo científico e de produção de conhecimentos. Apenas para citar dois exemplos: da exposição Uma Gráfica de Fronteira de Rico Lins ao II Simpósio Paranaense de Design Sustentável, entre tantos outros eventos distribuídos em diferentes locais da cidade. Curitiba respira design, de fato!



É muito bom ver a mostra principal da Bienal, denominada “Design, Inovação e Sustentabilidade” contar com aproximadamente 250 projetos, entre produtos, serviços e sistemas em vários segmentos do design que retratam o que vem sendo produzido no Brasil, de norte a sul do país, com uma preocupação que vai além da inovação e caminha no sentido de colaborar para uma sociedade melhor, ou seja, ser sustentável no sentido mais amplo desse conceito.

Por sua vez, o coletivo de design Established & Sons, fundado em 2005 em Londres, chega com seus produtos, nesse mês de setembro a São Paulo e aportam na loja paulistana Micasa.

Quantas coisas acontecendo em um único mês e o centro disso tudo é o design. Muito bom! Tudo isso serve para demonstrar a importância, a valorização e a capilaridade que o design vem ganhando a cada dia nesse país. Estar nos programas de rádio, em páginas de jornais e revistas, em um grande evento como a Bienal Brasileira ajuda a divulgar o sentido do design na vida das pessoas, na inserção no cotidiano, na dinâmica de um país, mas também aponta as possibilidades de expansão, fortalecendo a idéia de que o pensamento projetual, criativo, está super interligado com a inovação, a competitividade, a sustentabilidade. E o design brasileiro tem tudo haver com isso!

Bom para o campo do design, bom para o país, excelente para os designers!!! 

Bons sinais e bons ventos de um novo tempo!!!

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