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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

O Consumidor Brasileiro e a Sustentabilidade

A pesquisa “O Consumidor Brasileiro e a Sustentabilidade: Atitudes e Comportamentos frente ao Consumo Consciente, Percepção e Expectativas sobre a Responsabilidade Social Empresarial”, lançada na última terça-feira (14) pelos institutos Akatu e Ethos, mostra hábitos dos consumidores e como eles encaram as ações empresariais relacionadas à sustentabilidade.


Entre os diversos pontos analisados pela pesquisa, alguns merecem destaque.

O primeiro ponto é a pequena quantidade de consumidores considerados conscientes. O percentual de pessoas que se enquadram dentro deste perfil ficou em somente 5%, número equivalente a 500 mil consumidores.

Outro fator negativo dentro dessa mesma análise é a quantidade de pessoas indiferentes a esse assunto, que chega a 37%.

A maioria da população brasileira (84%) sequer ouviu falar ou não sabe definir ou define errado o termo Sustentabilidade. Apenas 16% apresentam alguma definição correta ou aproximada para o conceito.

A segunda conclusão de destaque é um pouco mais positiva e está diretamente relacionada aos consumidores mais conscientes.
 O resultado da pesquisa mostra que eles são um em cada três consumidores.
O dado mais relevante das pessoas que têm esse perfil é o fato de serem ativos e dispostos a influenciar outras pessoas e empresas.

A sustentabilidade ainda é um tema distante da maior parte dos brasileiros.
A comprovação disso está no fato de que, mesmo entre a população com altos graus de escolaridade, o percentual de pessoas informadas sobre sustentabilidade não chega nem a 50%.

O número aumenta ainda mais quando considera como parte desse grupo as pessoas com baixo envolvimento, chegando a um somatório de 60%.

Mais da metade dos consumidores, de todas as classes, faixas etárias e escolaridade, nunca ouviram falar do termo sustentabilidade. Isso mostra que por ser algo abstrato, o termo ainda é de difícil compreensão e prática.

Uma das áreas relacionadas à sustentabilidade, a Responsabilidade Social Empresarial (RSE), desperta mais preocupação entre os universitários e consumidores das classes A e B. Mesmo assim, ainda tem um percentual pequeno, apenas 16% dos entrevistados afirmaram buscar informações sobre a RSE.

No entanto, mesmo sem uma busca contínua em relação às ações empresariais, os consumidores assumiram que as empresas mais responsáveis têm mais prestígio que as outras.

O ponto apontado como uma das ações empresariais mais importantes é em relação aos direitos e ações trabalhistas.

A pesquisa aponta que “para ganhar corações e mentes dos consumidores, a sustentabilidade precisa ser apresentada não como conceitos sofisticados, mas traduzidos em práticas e propostas concretas. Tem que ser vista como o caminho mais curto, barato e desejável rumo à felicidade".

Veja a pesquisa completa no site da Akatu.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Reciclagem do Acrílico - As opções sustentáveis para o acrílico no Brasil

Palestra ministrada por Danilo Trevisan (Bérkel Chapas Acrílicas) no 10º Fórum Acrílico.

Parte 1

Parte 2

sexta-feira, 12 de novembro de 2010


O design cumpre seu ideal em soluções inovadoras, nas quais a proposição central – ao lado de aspectos técnicos, econômicos e culturais – é justamente a interface pessoa-objeto. Isso porque a configuração que o design dá aos objetos está longe de resumir-se à simples expressão do processo criativo; ela se manifesta sobretudo na contribuição ao bem-estar das pessoas e à melhoria das relações humanas

Nesses termos, a Mostra SENAI-SP de Design 2010 Da Referência a Tendência, como o design é percebido, pretende estimular o imaginário de todos os que já demonstram interesse pelo design ou desejam conhecer um pouco de sua importância e significado

Mostra SENAI-SP de Design 2010

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

O design e a cidade, na pauta do Encontro Estadão-Cultura

Encontros Estadão e Cultura: Sérgio Rodrigues

Parte 1


Parte 2


Parte 3


Parte 4


Parte 5


Parte 6


Veja matéria do estadao.com.br

1º Seminário de Design Público e Consumo Popular

Dias 09 e 10 de novembro, acontecerá o 1º Seminário de Design Público e Consumo Popular, no MAM (Museu de Arte Moderna de São Paulo) das 9h às 18h.

O seminário da Facamp, aberto a professores, pesquisadores e profissionais das áreas, visa discutir questões de design para áreas públicas e consumo popular.

O seminário permitirá também documentar a produção brasileira já realizada e também mostrar aos estudantes como esses são importantes campos de atuação, que devem crescer, caso continue a haver investimentos públicos na área social.

Para maiores informações: www.facamp.com.br/seminariodesign/

sábado, 30 de outubro de 2010

Designer X Projetista

Na minha época de estudante e no início de carreira, ser projetista era o máximo. O projetista era "o cara". A hierarquia era a seguinte: na ponta da cadeia estava o desenhista copista (coitado!), aquele que passava a nanquim o trabalho feito pelo desenhista, que por sua vez tinha a função de organizar informações e representar o plano executivo criado pelo projetista. O projetista era um elemento-chave na cadeia de projeto - sua função era viabilizar a idéia ou conceito do Arquiteto ou Engenheiro. Aliás, o que seria de Oscar Niemeyer se não fosse sua equipe de projetistas??

Muito bem. Numa certa altura dessa história entrou a figura do Designer que, assim como o Arquiteto, pesquisa, conceitua e cria produtos que precisam ser traduzidos para a linguagem de projeto. É muito comum ouvir chefes de fábrica reclamando dos "projetos" de arquitetos e designers que não trazem informações suficientes sobre materiais e métodos construtivos. E é aí que entra o Projetista (com letra maiúscula).

Não há problema algum em ser projetista. Como disse, sou do tempo em que o projetista era um profissional gabaritado, disputado pelo mercado devido à sua formação nas ciências exatas somada à habilidade e criatividade para resolução de problemas. A gente costumava brincar dizendo que "tínhamos nanquim nas veias..." rs.

Atualmente as escolas de design dedicam mais tempo a ensino do AutoCad (como se a representação gráfica do projeto fosse mais importante que seu conceito) do que às ciências da pesquisa e conceituação. Assim, o futuro designer confunde sua função com a de projetista e faz nem uma coisa nem outra.

Hoje exitem centenas cursos de design no Brasil, e uma categoria de curso chamada Técnico em Design. De acordo com um supervisor do
Curso Técnico em Design de Móveis do SENAI, o objetivo da instituição é formar "técnicos" em design de móveis para auxiliar o Designer. Mas não é isto que o mercado entende – muitos empresários contratam esses "técnicos" pensando que são Designers.

Vejamos algumas matérias do curso:

Noções de construção de móveis; Tipos de construção; Partes de móveis: gavetas - corrediças de madeira, corrediças metálicas; portas - correr eixo vertical, eixo horizontal, de enrolar, ferragens, fundos de armário, prateleiras, batentes, perfis; Processo de produção do móvel; Tipos de processo; Noções de Custos; Logística.

Na minha lingua o profissional formado pelo Curso Técnico em Design deveria se chamar... PROJETISTA!!

Qual é o problema de ser Projetista?? (o mercado precisa deste profissional...)
Porque os projetistas de hoje se auto-denominam "designers"?
(se eu domino o Autocad, sou designer...)

Que maldita confusão estão fazendo com os cargos e funções da cadeia de projeto?

O que andam fazendo as "associações" de designers que não lutam pela ordem e regulamentação do exercício de nossa profissão, esclarecendo o mercado  sobre as reais funções do Designer?

Outro dia escrevi que, como designer, eu adoraria ser representada pelo CREA. Muitas pessoas não gostaram da idéia e voltaram à velha picuinha designer X arquiteto X engenheiro... Que bobagem! Há espaço para todos, inclusive para os os honrados Projetistas, parceiros do Designer na viablização técnica de suas idéias.

Acho que precisamos urgentemente reestruturar a cadeia de projeto para o bem dos futuros profissionais...

***

Existe uma outra categoria de "designers" por aí: é aquele pessoal que fez um cursinho para dominar os softwares home design, muito comum em lojas de móveis planejados. O carinha em questão aprende a operar o 20-20, Promob, Domus e etc, e já "se acha" designer (rsrsrs).
Pra essa turma um amigo meu criou um novo status profissional: PROGETÊRO.


Este texto foi retirado do livro Um designer sozinho não faz milagres - Ed. Rosari http://www.rosari.com.br/


sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Canal Design Possivel - Christian Ullmann

Video muito bacana do canal Design Possivel, com depoimento do Christian Ullmann.


http://www.youtube.com/canaldesignpossivel

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Livro: A empresa orientada pelo Design

Lá vai mais uma dica de leitura, A empresa orientada pelo Design - Como construir uma cultura de inovação permanente, do Marty Neumeier.

Traz um modelo de gestão a base da inovação, muito interessante, vale a pena a leitura!



Sinopse
Os complexos problemas que enfrentam,os não podem mais ser resolvidos com base no modo de pensar que os gerou. O ponto de partida para a solução desses problemas está fora da gestão tradicional. Esqueça a qualidade total. Esqueça a estratégia de cima para baixo. Em uma era em que mercados se movem com rapidez e inovações aparecem em todo o lugar, não podemos mais "decidir" qual é o caminho à frente. Temos de adotar o design para projetar esse caminho.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Similaridade ou cópia?

Não existe coisa pior para um designer do que descobrir que aquela sua idéia já foi pensada antes. Isto muitas vezes acontece porque o conceito (idéia central) do projeto está baseado no mesmo argumento. Outras vezes a similaridade entre idéias acontece porque nosso inconsciente registra uma forma qualquer que vem à tona no momento da criação.
É claro que existem cópias descaradas de produtos em todo lugar. Mas nestes tempos de internet, excesso de informações e estímulos, pensar em algo que alguém já fez é bastante comum e provável. A culpa é das fontes de informação, das mensagens subliminares que recebemos, do inconsciente coletivo, não importa. O desafio do designer é reconhecer essas armadilhas e seguir incansável rumo à inovação.
O mundo continua precisando de produtos inovadores e originais. Para concebê-los o designer precisa conceituar bem seu projeto, pesquisar diversas fontes e submeter sua idéia à avaliação de indivíduos com referências distintas. A combinação destes fatores pode reduzir sensivelmente nossas chances de reinventar a roda.



sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Bons ventos do Design Brasileiro

No último final de semana, entre os longos percursos no trânsito de SP, escutei uma notícia sobre design na rádio CBN que falava sobre o lançamento do livro do célebre designer Bruce Mau, um dos co-autores do livro The Third Teacher que discute como aprendemos e como os espaços podem influenciar no processo de aprendizado. Novas teorias de aprendizado dizem mesmo que trocar de ambiente melhora a atenção para o estudo. Sem dúvida, designers podem contribuir e muito para essa questão. E, não só para a educação, para a sociedade, para a saúde, para tantos outros aspectos da vida humana. Candidatos a presidência deveriam ter designers não apenas em sua equipe de comunicação, mas especialmente na equipe estratégica. Quem sabe, em um futuro próximo, veremos isso acontecer.



Mas voltando a matéria da rádio, interessante pensar que uma emissora de cunho jornalístico está dando espaço ao design. Outra emissora, a Alpha FM mantém um programa que se chama Living Design, organizado pela jornalista e publicitária Monica Barbosa.

www.monicabarbosa.com.br

Jornais e revistas de grande circulação noticiaram nessa última semana várias coisas a respeito do design. Desde o encontro de Alexandre Wollner e Almir Mavignier para a abertura de duas exposições que contam com esses dois designers super importantes na história do design brasileiro. Uma exposição sobre o concretismo que conta com trabalhos de Max Bill, Mavignier e Wollner na Dan Galeria e outra no Museu Afro Brasil denominada Mavignier. Ambas em São Paulo.

Em Curitiba, sob a curadoria geral de Adélia Borges e coordenação geral do Centro de Design do Paraná, a Bienal Brasileira de Design – edição 2010-, está a toda. Uma grande exposição no sentido mais amplo do que significa ser grande. Não estou falando apenas em dimensões, mas sim em qualidade e pluralidade: nove exposições, um seminário internacional, uma intensa série de eventos paralelos que associam questões do mercado, do cotidiano, da educação e formação e também da academia no universo científico e de produção de conhecimentos. Apenas para citar dois exemplos: da exposição Uma Gráfica de Fronteira de Rico Lins ao II Simpósio Paranaense de Design Sustentável, entre tantos outros eventos distribuídos em diferentes locais da cidade. Curitiba respira design, de fato!



É muito bom ver a mostra principal da Bienal, denominada “Design, Inovação e Sustentabilidade” contar com aproximadamente 250 projetos, entre produtos, serviços e sistemas em vários segmentos do design que retratam o que vem sendo produzido no Brasil, de norte a sul do país, com uma preocupação que vai além da inovação e caminha no sentido de colaborar para uma sociedade melhor, ou seja, ser sustentável no sentido mais amplo desse conceito.

Por sua vez, o coletivo de design Established & Sons, fundado em 2005 em Londres, chega com seus produtos, nesse mês de setembro a São Paulo e aportam na loja paulistana Micasa.

Quantas coisas acontecendo em um único mês e o centro disso tudo é o design. Muito bom! Tudo isso serve para demonstrar a importância, a valorização e a capilaridade que o design vem ganhando a cada dia nesse país. Estar nos programas de rádio, em páginas de jornais e revistas, em um grande evento como a Bienal Brasileira ajuda a divulgar o sentido do design na vida das pessoas, na inserção no cotidiano, na dinâmica de um país, mas também aponta as possibilidades de expansão, fortalecendo a idéia de que o pensamento projetual, criativo, está super interligado com a inovação, a competitividade, a sustentabilidade. E o design brasileiro tem tudo haver com isso!

Bom para o campo do design, bom para o país, excelente para os designers!!! 

Bons sinais e bons ventos de um novo tempo!!!

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Manual de orientação técnica Acrigel

Acabei de ver pela Newsletter do acrilico que a Indac publicou um manual de orientação técnica sobre acrilico com o objetivo de fornecer informações de apoio ao processamento e manipulação das chapas, bem como esclarecer algumas diferenças entre cada tipo.


Fonte: Site Indac clique aqui e acesse

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Livro: A linguagem das Coisas

Outra dica de livro, acho que bati meu recorde de leitura mais rápida, menos de uma semana e meu recorde de quantidades de livros em um ano huahuahuahua

Mas esse é bem legal, super rápido, acho que a gramatura das páginas e quantidades de imagens ajudaram.

Do Autor Deyan Sudjic, vale a pena dar uma lida.


Sinopse
'A linguagem das coisas' aborda os encantos de uma variedade de ícones - carros, móveis e projetos arquitetônicos, e relembra como certos objetos, que se tornaram paradigmas do desenho industrial, influenciam a indústria, o comércio e o marketing. Dos excessos das passarelas ao humor inspirado por um utensílio de cozinha com grife, o autor mostra como é possível manipular e seduzir pessoas pelas coisas que possuem ou desejam possuir. E, ao expor as engrenagens da engenharia do consumo, torna evidentes os truques da fabricação do bom gosto e suas consequências. A obra explora detalhes como os motivos que levam os designers a sonhar com sua assinatura em uma cadeira ou uma luminária, e questiona em que ponto termina o design e começa a arte.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Livro: Objetos de desejo

Acabei de ler esse livro "Objetos de desejo", bem legal, o autor analisa o design de vários produtos durante os anos, tem muita coisa interessante, a capa vem toda adesivada para você montar como quiser, vale a pena dar uma lida, taí a dica.


 Sinopse

Nesta análise radical sobre o design e seu lugar na sociedade, Adrian Forty inaugurou um modelo teórico para o estudo do objeto industrial. Para ele, o design é usado pelas sociedades para expressar seus valores, e suas normas são estabelecidas por condições econômicas e sociais. 'Objetos de desejo' examina a aparência dos bens de consumo nos 200 anos seguintes à introdução da produção mecanizada, com exemplos que vão de canivetes a computadores, de máquinas de costura a vagões de metrô. Mais que uma leitura essencial para as pessoas envolvidas com design, este é um documento revelador sobre nossa sociedade. O livro traz introdução inédita de Adrian Forty para a edição brasileira, além de um projeto gráfico onde o leitor pode montar sua própria capa. Para isso, o volume traz uma cartela de adesivos onde os objetos mais desejados podem ser destacados e colados na capa do livro, criando assim uma edição única para cada leitor.

A Folha que Sobrou do Caderno

Achei esse documentário produzido pela Boana Studio, muito legal que fala sobre o ensino de Design no Brasil. Muito bacana vale a pena dar uma olhada.



Boana Estúdio
http://boanaestudio.com.br/blog/a-folha-que-sobrou-do-caderno/

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Design Humanitario na USP e MIT

Deixo aqui o link para materia que escrevi sobre Design Humanitario. Este artigo pessoal saiu a razão de que o conhecido e respeitado especialista americano em Design e Inovação Bruce Nussbaum escreveu uma materia (Julho 2010) onde se perguntava se o design humanitario americano era um novo imperialismo.

No pé da materia esta o artigo original dele e algumas respostas iradas dos propios designers americanos, como sugestão leiam primeiro o artigo dele e complementem com o meu.

Só para complementar, semana passada esteve aqui Amy Smith do D-Lab MIT na Usp, apresentando alguns projetos humanitarios na Africa e querendo iniciar parcerias aqui e na USP.

Boa leitura e reflexão!!


Publicado por Marcio Dupont

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Novo catálogo "O Grande Häfele" em português

Para quem está querendo desenvolver produtos no setor moveleiro, a Hafele acaba de lançar seu catálogo em português totalmente disponivel online com todas as especificações de suas ferragens e elementos de fixação para móveis





Acesse aqui o catálogo "Grande Hafele"




Vale a pena ter uma cópia!

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Video: Trabalhando com Acrilico - INDAC

Videos produzidos pela INDAC mostrando aplicações e formas de trabalho com acrilico, bem legalzinho pra quem quer conhecer um pouco do material.

Trabalhando com Acrílico


Acrílico - Uma palavra que gera sucesso

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Livros: Design do dia-a-dia / Design Emocional

Aí vai duas indicações muito legais de livros, que na verdade quem me indicou como "leitura obrigatória" foi o Fábio Righetto da Domus Design, escritório aqui de SP, em uma entrevista que fiz lá.

São Design do dia-a-dia e Design Emocional do Donald A. Norman, aconselho a ler os dois e nessa sequência.

No primeiro o autor faz diversas analogias a produtos e seus design, com a premissa de que forma segue a função, se um usuário não sabe como usar o produto ou o produto não faz bem sua função é considerado um design ruim.
Já no segundo livro o autor muda um pouco de idéia e assume que quem leu seu primeiro livro e o seguir a risca pode desenhar produtos funcionais mas não necessariamente atraentes. E passa a analisar produtos com relação a emoção criada pelo design, produtos que não são tão funcionais mas que tem um design diferenciado tem um vinculo emocional entre produto e consumidor, DESEJO, muitas vezes maior do que os produtos funcionais.

Abaixo as sinopses dos livros

Design do dia-a-dia
Donald A. Norman
Por que alguns produtos satisfazem os consumidores, enquanto outros os deixam completamente frustrados? Em 'O design do dia-a-dia', o especialista em usabilidade Donald A. Norman analisa essa questão, mostrando que a dificuldade em manipular certos produtos e entender seu funcionamento não é causada pela incapacidade do usuário, mas sim por uma falha no design do que foi fabricado. Para o autor, design é mais do que dar uma bela aparência a alguma coisa - é um ato de comunicação, que transmite a essência da operação do objeto e implica o conhecimento do público para o qual ele foi criado. O livro apresenta quatro princípios fundamentais do design - modelos conceituais; feedback ou retorno de informações; restrições; e affordances. Ao longo dos capítulos, Donald A. Norman dá exemplos de produtos adequados e inadequados, além de mostrar de que forma o excesso de tecnologia pode comprometer a facilidade de utilização do que foi fabricado. Ele também ressalta a importância do poder de observação. Sabendo olhar com atenção a si mesma e aos outros, cada pessoa se torna capaz de contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população em geral. As dicas, análises e considerações reunidas neste livro tornam sua leitura interessante não só para quem trabalha com a fabricação de produtos, mas para todos nós, que diariamente temos que lidar com as engenhocas criadas por nossos semelhantes.

Design Emocional
Donald A. Norman
Partindo do princípio dos três tipos de design - o visceral, o comportamental e o reflexivo -, o Donald A. Norman define o que é o 'Design emocional' - que intitula o livro -, estética que nos repulsa ou atrai a determinado produto. Utilizando exemplos que fazem parte do dia-a-dia da maioria das pessoas, como a interação com computadores, a produção e o uso de fotografias e os objetos comprados em viagens, o autor explora a grande dúvida que aflige as pessoas - saber se as coisas bonitas realmente funcionam melhor do que as feias.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Como multiplicar suas vendas com um simples redesenho dos produtos


Bem legal

O design saiu da esfera apenas estética e hoje está no centro da estratégia das empresas. O resultado: crescimento rápido

Por Katia Simões

Com fábrica em Santa Bárbara d'Oeste, a Poly play quadruplicou o seu faturamento em três anos fazendo cabides. Em São Carlos, a Animalltag conseguiu praticamente multiplicar suas unidades vendidas por quatro, só que de um ano para o outro, e com um brinco de boi. Mas não se trata de um brinco qualquer. E nem de cabides comuns. O que está por trás do crescimento vertiginoso dessas duas pequenas empresas do interior paulista é uma ferramenta poderosa: o design.

Os produtos arrojados que vêm desenhando impressionam não apenas pela beleza, como também pela funcionalidade. Os cabides da Poly Play não deformam camisetas e facilitam a passagem de roupas. O brinco da Animalltag, que serve para identificar o rebanho por radiofrequência, gira para não enganchar na cerca. Leia MaisNebulização com estilo

Pesquisa sobre Impacto do Design no Desempenho das EmpresasPoly Play, Animalltag e outras três empresas que você conhecerá nesta reportagem (Freso, Ecobrisa e Flying Skateboards) são exemplos de como o design hoje ocupa uma posição central em negócios (realmente) bem-sucedidos. "A diferença em relação à moda do design nos anos 1990 é que agora empresas de todos os portes começam a vê-lo como um processo estratégico, que deve acompanhar todas as etapas da produção, e não apenas como maquiagem para deixar o produto esteticamente mais atraente", afirma Ellen Kiss, coordenadora do curso de pós-graduação em Design Estratégico da ESPM. "Sob a nova ótica, o grande desafio é tornar o produto viável economicamente, desejável sob o ponto de vista do usuário e tecnologicamente praticável."

UM PROJETO ILUMINADO
Quando as primeiras casas de boneca, escorregadores e gangorras lançados pela Freso, indústria de São José dos Pinhais (PR), chegaram ao mercado, causaram espanto. Fugiam do padrão da época, fim dos anos 1990, pelo colorido forte e pelo material de que eram fabricados: polietileno linear, conhecido como plástico rígido, superresistente e prático, capaz de ser usado ao ar livre e lavado com água e sabão. eram 11 brinquedos, fabricados a partir de um único molde."Como a máquina para fazer as peças era italiana, busquei a ajuda de um escritório de design local para criar os primeiros produtos. Fui pioneiro no Brasil", afirma Luis Illanes, 49 anos, sócio da Freso. "Logo conferi na prática o valor do bom design, que multiplica o portfólio de produtos apenas com pequenas modificações."

Desde então, a Freso destina 10% do seu faturamento anual, cerca de R$ 12 milhões, para investimento em design. Com o apoio do Centro Paraná de Design, que colaborou na seleção dos escritórios especializados, a empresa passou a fabricar, também, objetos de decoração. "tínhamos o know-how de produção, faltava desenvolver um móvel que somasse desenho e funcionalidade", observa Illanes."Aplicamos R$ 20 mil no projeto inicial."

Hoje, a Freso conta com 52 produtos em linha, entre brinquedos, móveis e objetos de decoração, 70% deles assinados por designers. A receita permite à empresa assistir a um crescimento das vendas entre 30% e 35% ao ano. Um dos destaques da marca é a poltrona iluminada Joker, que custa R$ 420. Criada pela Paradesign, de Santa Catarina, a peça ganhou o primeiro lugar no Prêmio de Design do museu da Casa Brasileira, em 2003.

Aos poucos, a Freso foi diversificando o time de parceiros e atualmente são os próprios designers que procuram a empresa para novos projetos, o que garante uma média anual de seis lançamentos."No início, é difícil trabalhar com esses profissionais, porque eles tratam a criação como um filho e nem sempre é possível respeitar 100% do projeto quando se fala em escala", afirma illanes. "À medida que as ideias se afinam, os resultados aparecem, porque o design agrega identidade à peça".

LINHA DE CRÉDITO
Estudo realizado no final de 2009 pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, pela Associação Brasileira das Empresas de Design e FGV Projetos, envolvendo dez setores da indústria brasileira, constatou que 84% das empresas que aplicaram em design de produto nos últimos três anos aumentaram a competitividade, 82% alcançaram maior participação no mercado, 68,5% ganharam lucratividade, 76,5% cresceram em faturamento e 68% reduziram custos. "Com essa evolução, pela primeira vez a indústria nacional tem condições de competir de igual para igual com os produtos estrangeiros e o país pode ampliar sua pauta de exportações", declara Sérgio Costa, gerente geral de negócios da Apex-Brasil. Com esse objetivo, o BNDES disponibilizou em novembro de 2009 uma linha de crédito para empresas que obtêm faturamento anual de até R$ 60 milhões investirem em design de produto e de embalagens. Os primeiros empréstimos serão liberados até junho deste ano. Paralelamente, o Ministério da Cultura passou a considerar o design como manifestação cultural, reservando recursos para tornar o setor mais competitivo no mercado externo.

RADICAL E SUSTENTÁVEL

Quem pratica skate sabe que o segredo está no shape, a prancha sobre a qual o skatista apoia os pés para fazer suas manobras. Coube ao designer Fabrício da Costa criar um produto de ponta para a Flying, fabricante de shapes para terceiros, aberta em 1999, em Campo Largo (PR). Disposta a lançar a própria marca, a empresa recorreu, em 2003, ao Centro de Design do Paraná.

Esportista radical, Costa concebeu um shape mais resistente, leve e eficiente. No lugar de madeira de marfim, em extinção, ele optou por araucária reflorestada, pínus argentino e bambu. "Gastamos cerca de R$ 15 mil entre o projeto e os protótipos, feitos com madeira certificada e resinas ecológicas", afirma Antonio Portes, 51 anos, sócio da Flying. A produção saltou de 170 shapes por dia nos quatro primeiros anos de mercado para 550 unidades no início de 2010, com preço 20% menor que os importados.

Para assegurar a preferência dos esportistas, a Flying intensificou seu ritmo de lançamentos. A cada 60 dias praticamente renova seus 40 modelos, divididos em dez linhas. O investimento em design consome entre 3% e 5% do faturamento anual, cerca de R$ 4 milhões. "Tenho consciência de que esse é um dinheiro bem aplicado, desde que projeto e produto falem a mesma língua", diz Portes. "Batemos cabeça três anos até deslanchar no mercado com um shape bonito, funcional e único".

DESIGN ACESSÍVEL
A chegada das pequenas e médias empresas a um mundo até então restrito às grandes indústrias e ao universo do luxo tem levado os profissionais da área a mudar a forma de trabalhar, diminuindo custos, firmando parcerias com universidades e entidades de classe e, até mesmo, repensando a escolha da matéria-prima. "Os designers tiveram de aprender que não bastava conceber um produto para ser premiado e, sim, algo que atendesse às necessidades do consumidor e coubesse no orçamento do fabricante", afirma Levi Girardi, 39 anos, sócio da Questto Design. Há 17 anos no mercado, a agência já desenvolveu 400 projetos, 75% deles para pequenas e médias empresas.

Outro aprendizado, de acordo com os próprios profissionais, foi trabalhar o design para artigos populares. Isso porque, com o aumento do poder aquisitivo das classes C e D, cresceu a demanda por produtos ao mesmo tempo atraentes, funcionais e baratos. Um bom exemplo é a Lavadora SuperPop, fabricada pela Mueller Eletrodomésticos. Compacta e com embalagem 40% menor que as convencionais, a máquina ocupa menos espaço no estoque. Além disso, pode ser transportada no porta-malas de um carro. "Foi um projeto que teve impacto de redução de custos em toda a cadeia", afirma Gustavo Senna Chelles, 41 anos, sócio da Chelles & Haysashi Design, responsável pelo projeto.

A REINVENÇÃO DO CABIDE
Um cabide que não deforma camisetas, o Zig Zag; outro que dribla a falta de espaço no varal e facilita a passagem das roupas, o Quará. Esses são dois dos produtos com design premiado lançados pela Poly Play, empresa nascida em 2004, na incubadora de Santa Bárbara d'Oeste (SP). Medalhas de bronze em duas edições do Idea Brasil Design, os lançamentos abriram as portas de importantes redes de varejo do país, como a Tok & Stok e a Etna. "No nosso caso, design premiado virou sinônimo de bons negócios, pois até então não tínhamos fechado nenhum pedido fora dos supermercados", diz Marcos Toma, 40 anos, sócio da Poly Play.

Fugir do lugar-comum em um mercado de produtos triviais foi a intenção desde o começo. "Abrimos a empresa com um único produto: um prendedor de roupas colorido", lembra Toma. "Insistimos por quase três anos nessa receita, por teimosia." Foi com a ajuda do Instituto ParqTec de Design, de São Carlos, que a Poly Play concebeu os primeiros artigos com funcionalidade e apelo visual: dois suportes de varal e a linha de prendedores de roupa divertidos. Cada projeto custou R$ 15 mil e teve 50% de subsídio da incubadora.

Hoje, dos 18 produtos da marca, dez são criados por designers. "O bom projeto rompe barreiras, alavanca vendas e agrega valor ao produto. Enquanto a concorrência vende cinco cabides por R$ 1, o nosso custa R$ 4,99 o par. O faturamento subiu de R$ 250 mil para R$ 1 milhão em pouco mais de três anos."


Em média, um projeto de design de produto pode levar de seis meses a dois anos para ser concluído. Os custos começam a partir de R$ 15 mil e podem chegar à casa do milhão, somando-se criação, desenho, moldes, protótipos e a primeira produção. Hoje, porém, já é possível dividir esse investimento com entidades como o Sebrae -, que, por meio do SebraeTec chega a subsidiar até 80% do investimento total. Ou, ainda, ter acesso facilitado a linhas de crédito de fomento à inovação, como o fundo Finep e o Cartão BNDES.

BRINCO DE OURO
Mais de 800 mil cabeças do rebanho bovino brasileiro já exibem nos pastos um brinco especial, de formas arredondadas. É um rastreador, que serve para identificar os animais por radiofrequência. Fabricado pela Animalltag, com sede em São Carlos, interior de São Paulo, o brinco nasceu em 2000, sem preocupações com a aparência, apenas com a tecnologia. Há pouco mais de um ano, porém, tomou um banho de design. O resultado foi um salto nas vendas, que subiram de 40 mil para 150 mil unidades mensais, o primeiro lugar no prêmio IF Design Awards 2009, o Oscar do design internacional, e a terceira colocação no prêmio de design do Museu da Casa Brasileira.

"Inicialmente, nós investimos na tecnologia e não nos demos conta de que o cliente pagaria R$ 2 mil por um equipamento pesado, quadradão e de difícil manuseio", afirma o sócio Carlos Gustavo Machado, 37 anos. "Foram os próprios fregueses que nos mostraram a necessidade de cuidar do visual." O projeto, desenvolvido pela Questto Design, no valor de R$ 20 mil, não só mudou a cara do produto, como melhorou a sua usabilidade e otimizou a produção, com a redução das etapas de montagem. Com o novo projeto, o brinco tornou-se mais resistente, sofre menos com a ação da poeira e das chuvas, e ganhou giro livre, o que diminuiu os índices de perda de 5% para 1%, segundo testes feitos pelo governo colombiano, importador do produto.

MUITA CONVERSA
O preço do projeto, entretanto, não deve ser o único critério na hora de selecionar o escritório de design. O importante é observar o portfólio dos profissionais envolvidos e ver se o trabalho oferecido se adapta às necessidades do negócio. "Nem sempre o design premiado é o que ajuda a vender um artigo. Muitas vezes, o projeto de um produto que nos permite viver melhor no dia a dia não passaria na primeira fase de um concurso", afirma Aguinaldo dos Santos, doutor em design pela Politécnica de Milão e coordenador do Núcleo de Design & Sustentabilidade da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Quanto mais o designer souber da trajetória da empresa, seus valores e objetivos, mais chance ele terá de conceber um produto com a identidade da marca.

Um bom projeto de design também não pode ignorar o descarte do produto quando seu ciclo de vida for encerrado, ou, ainda, ser responsável pela sua saída do mercado pela escassez de matéria-prima, alto custo de produção ou falta de serviços de manutenção. "Muito se fala sobre sustentabilidade, mas essa questão ainda precisa ser muito trabalhada na concepção dos produtos pela maioria das empresas", afirma Santos. "Exceção feita àquelas voltadas à exportação e às que atuam em mercados altamente competitivos, que já encaram a questão ambiental como um critério fundamental e não apenas como uma opção ideológica". Na visão do professor da UFPR, quem assimilar essa cultura tende a deslanchar rapidamente dentro e fora do país.

NOVOS VENTOS PARA O NEGÓCIO
Foi só quando um cliente chegou à loja de fábrica da Ecobrisa, em Campinas (SP), para devolver o umidificador de ar porque a esposa achou o produto feio, que o empresário Paulo Gabarra, 52 anos, se deu conta de que tinha um grande problema para resolver. Engenheiro de formação, ele desenvolveu um aparelho de climatização tecnicamente ótimo, de baixo consumo de energia e ecologicamente correto (pois não agride a camada de ozônio). Esqueceu-se, entretanto, de cuidar do visual. "Na minha cabeça, o mais importante eram os atributos e não a forma do produto", afirma Gabarra.

Diante da rejeição do consumidor, resolveu rever sua estratégia. Encomendou um estudo à agência Cacau Design. O projeto consumiu R$ 15 mil e resultou em uma linha de 12 climatizadores para uso doméstico e para espaços públicos, com traços harmoniosos, tamanhos diferenciados e oito variações de cores. "Com a reestilização, feita em 2006, as vendas quadruplicaram, a produção atingiu uma média de mil unidades mensais e o faturamento somou R$ 15 milhões em 2009", diz Gabarra. Lição aprendida, hoje a Ecobrisa tem três produtos em gestação, todos com a ajuda de um escritório de design.

Divã do inventor

Tava navegando pela net, encontrei essa página do site da Pequena Empresas Grandes Negócios onde você pode mandar suas dúvidas sobre patentes. Bem bacana.




O que está em alta (e em baixa) no mercado de utensílios domésticos

Matéria bem legal do site da Revista PEGN

O setor movimenta R$ 2,3 bilhões por ano no Brasil


Redação PEGN


O mercado de utensílios domésticos movimenta R$ 2,3 bilhões por ano no país, de acordo com a Associação Brasileira das Indústrias de Talheres, Cutelaria, Utensílios Domésticos, Hospitalares e Similares (Abitac)

domingo, 15 de agosto de 2010

A história das coisas

Galera esse video é muito legal

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

TGI - Busão doce busão - acessórios para seu ônibus

Hoje vou contar pra vocês como foi minha experiência com meu trabalho de graduação.

Fiz em dupla com minha colega e amiga Flávia Loumy Kawasaki, durante os ultimos semestres do curso de desenho industrial projeto de produto no Mackenzie 2008.

Como andavamos muito de ônibus, e o caminho era bem longo, pois ambos moravamos em Cotia, a volta para casa durava de 1h30 a 2horas dependo do trânsito, duas conduções, municipal e intermunicipal. Então tivemos bastante tempo pra amadurecer as idéias, quando decidimos desenhar acessórios para ônibus que fizessem com que o ambiente ficasse melhor, transformar um lugar onde odiavamos estar em um lugar mais agradável, pensando em melhorar as vidas dos passageiros e consequentemente as nossas, afinal se calcularmos o tempo gasto da casa pro trabalho, trabalho para facu e facu para casa, façam as contas.
Nosso orientador foi o professor Olavo Egydio Aranha, com sua paciência milenar e orientações nos conduziu a um desenvolvimento muito interessante.
O 1º semestre de desenvolvimento passamos coletando e pesquisando dados, tudo sobre ônibus, transporte coletivo, definimos os produtos a serem desenvolvidos e começamos a esboçar as primeiras idéias. Produtos foram um suporte de guarda-chuvas, suporte de revistas, redesign apoio de mãos e um dispensador de alcool em gel (fomos visionários foi antes do surto da gripe suína)

O nome "Busão doce busão - acessórios para seu ônibus" foi escolhido com base em nosso objetivo de projeto, a brincadeira com o ditado popular "lar doce lar" onde usamos a giria popular "busão" para dar uma maior familiaridade das pessoas usuárias de ônibus com o projeto e o pronome "seu" para nitida impressão que o ônibus é do usuário.

Mas o desenvolvimento não foi nada fácil, tivemos dias e dias de idéias e desenhos que não nos agradava, tudo era ruim, feio, chato. Estavamos tão preocupados com processos produtivos e funcionalidade que tudo ficava com aquela cara de " feito por um engenheiro".
Durante o 2º semestre, reta final, a falta de criatividade ou "trava" pelas preocupações de projeto não mudaram os rumos do projeto, até que certo momento decidimos entre tentar apresentar do jeito que estava ou bombar e tentar fazer uma coisa legal, é decidimos bombar.

Que beleza... DP de TGI! 

Mas nos deu mais calma para trabalhar, afinal não tinhamos as outras matérias, ir uma vez pra facu não era mais tão cansativo.

Então um dia decidimos esquecer tudo o que já tinhamos desenhado até então, todas as preocupações e buscamos o que realmente queriamos desenhar, afinal é pra fazer o ônibus um lugar mais agradável? Produtos com formas divertidas!

No nosso primeiro processo de criação, a Loumy desenhando de uma lado da mesa e eu na outra ponta, quando olhamos os desenho havia uma forma que os dois haviam desenhado que estava muito semelhante, daí nasceu o "Pé de Sapo" suporte de guarda-chuvas.

A partir desse produto os outros foram questão de dias pra serem definidos, revisteiro "Apoia Leitura", dispenser "Meleca Limpa", apoio "Segura Peão", sim optamos por nomes divertidos tambem para os produtos.

Nossa banca foi formada pelos professores Olavo Aranha, Marcelo Oliveira e Afonso Celso Garcia.

Haviamos ensaiado a apresentação pra que cada um falasse algumas partes, dividimos bem as falas, fizemos uma lembrancinha para quem assistiu a apresentação, um chaveiro com a forma do Pé de Sapo.

Resultado: Nota 10 e muito elogios para o projeto. Trabalho recompensado.

Veja o trabalho na integra abaixo. 

A história não acaba aí...
Depois de formado, colação, festa, viagem de cruzeiro open bar de bebida e comida, estava eu numa quinta-feira recrutando os loucos para balada, quando chamo meu amigo designer também Nicholas Vieira. Sua resposta foi:

-Não vai dar estou inscrevendo meu TGI no IDEABrasil2009, amanhã (sexta) é o ultimo dia.

Decidi ir pra balada e ver no dia sequinte o que era aquilo de IDEABrasil. No dia sequinte após a ressaca, pesquisei sobre o concurso, copy cola do TGI no formulário de inscrição e o "Busão doce busão" estava concorrendo.

Meses depois resultado:
Premiados no IDEABrasil2009 com Bronze na categoria estudante com o projeto "Busão doce busão - acessórios para seu ônibus".

Ah e lembram do Nicholas, prata na categoria estudante.
Espero que essa história dê forças aí pra galerinha que está nessa fase de trabalho de graduação, façam com seriedade e comprometimento, seu trabalho pode te render frutos e não só uma nota.


sexta-feira, 30 de julho de 2010

O que acontece?


Estava lendo uma matéria do designer Zé Henrique na revista ABC Design recentemente, na qual ele por ser também professor, critica duramente a postura dos jovens universitários em relação ao aprendizado e ao mercado de trabalho. Em sua opinião os alunos estão cada vez mais alheios e distantes da realidade do mercado de trabalho, e embora o acesso à informação seja cada vez mais fácil e maior, os alunos parecem não saber o que fazer com isso.

Posso falar sobre a minha experiência acadêmica, ocorrida há não muito tempo, e concordo com ele em algumas partes. Embora sua opinião seja generalizada, também pude perceber uma certa falta de comprometimento, um certo comodismo ou preguiça, mas claro com algumas exceções. Existem aqueles que se importam, mas concordo estar cada vez mais raro encontrá-los.Também é notável a falta de conhecimento sobre o cotidiano, a falta de postura, de conhecimentos mínimos da língua materna, de interesse...
E em relação ao mercado de trabalho, suas críticas continuam. Segundo ele os estagiários de hoje exigem direitos sem antes cumprirem as obrigações. “Hoje os jovens aprendizes trabalham apenas seis horas e ainda acessam o Orkut durante o expediente”. Ele diz “sou do tempo que quando estagiário não tinha nada pra fazer, limpava a sala”. Embora eu entenda o conceito geral expressado por ele, acredito que não podemos ir ao extremo também. Limpar a sala é um pouco demais.

Sua pergunta, e a minha também é: o que acontece? São muito jovens pra escolher uma carreira? Muitas preocupações da vida moderna? Muitas opções? Tudo muito fácil?
Talvez a sociedade tenha afrouxado um pouco. Talvez os pais, mentores, educadores, tutores não exijam muito e por isso não obtém muito. Segundo o Zé Henrique “falta alguém gritando mais em seus delicados ouvidos”. Será? E vocês, o que acham?

sexta-feira, 23 de julho de 2010

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Videos Sérgio Rodrigues e Carlos Motta

Achei por aí...

Sergio Rodrigues


Carlos Motta

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Entrevista com Guto Indio da Costa

Entrevista com Guto Indio da Costa para programa Conexão Roberto D'Ávila. 21/05/2010

Parte 1


Parte 2


Parte 3


Parte 4


Parte 5

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Os caminhos do pensamento criativo

Matéria do Espaço Aberto exibido em 21/07/08 na globo.com

Veja o que a ciência diz sobre o processo da criatividade. Como é possível desenvolver novas idéias para velhos problemas? Especialistas em neurociência, psicologia e do design abordam o assunto.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Design Criativo

Jovens criam ONG que ajuda a transformar moradores de comunidades carentes em fabricantes de produtos com muito estilo. Assista ao vídeo do trabalho de Cardume de Mães

Video da Época Negócios não encontrei data.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Empresas descobrem importância do Design

Vídeo publicado 09/05/2010 na globo.com

Cada vez mais as pequenas empresas estão descobrindo a importância do design. Atualmente, ele é um dos principais diferenciais para garantir competitividade e desenvolvimento ao negócio.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Design é capaz de seduzir os consumidores

Video publicado dia 12/07/10 na globo.com

O diretor do Museu do Design, em Londres, Deyan Sudjic explica que arte ganhou importância para preencher uma lacuna entre as fábricas e os consumidores, simbolizando o poder das pessoas.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Uma rede de talentos no Design

Reportagem em vídeo do programa Pequenas empresas & Grandes Negócios

Exibido em 18/04/2004


Cair no gosto do consumidor é o sonho de todo empresário. Para ajudar as empresas a vencerem essa batalha, uma rede de design do Rio Grande do Sul faz pesquisa e aponta o caminho das pedras.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Pequenas empresas investem cada vez mais em design

Exibido em 23/05/2010 na globo.com

O design é um recurso estratégico que aumenta a competitividade dos negócios. As pequenas empresas lucram cada vez mais com o desenvolvimento de projetos exclusivos de design, acompanhe no vídeo.





quarta-feira, 30 de junho de 2010

Para quem está começando

Atitude profissional

Esse espaço foi concebido para compartilhar as coisas que aprendi ao longo da minha carreira profissional e podem ajudar a quem está começando. Começa com 10 dicas que resumem o que acredito ser o mais importante.

Se alguém tivesse me dito...

1. É importante ser lembrado, mas pelos motivos certos. Como é que as pessoas que convivem com você hoje (chefes, colegas e professores) vão lembrá-lo daqui a alguns anos? Aquele que sempre colava na prova? Aquele que nunca tinha opinião? Aquele que fazia corpo mole? Ou aquele que sempre tinha um monte de idéias? Pense nisso. O que você está fazendo para colaborar com o seu biógrafo?

2. Quem não se comunica, se trumbica. Está bem, a nossa língua é complicada e são regras demais, quase ninguém se lembra delas. Mas quem lê bastante erra menos. Além disso, é preciso não perder de vista o foco da comunicação. Para que serve um currículo? Não é para mostrar as suas qualificações e motivar alguém a entrevistá-lo? Então em que é que o seu CPF e o curso de francês que durou só uma semana podem ajudá-lo? Currículos não devem ter mais de uma ou duas páginas e servem para resumir o que você tem de melhor, não para encher lingüiça e testar a paciência de quem quer contratá-lo… Outra coisa importante é saber inglês. Não fique fora do mundo!

3. Não basta ser. Tem que também parecer. Se você anda com uma roupa super-sexy que passa o tempo todo insinuando “vejam como sou gostosa”, como você quer que alguém preste atenção na sua competência? Se você anda com a barba por fazer e o cabelo desgrenhado, como quer ter chance de representar a empresa quando for preciso? Pense bem: mascar chiclete de boca aberta ao telefone transmite a imagem profissional que você quer? Fazer fofocas sobre os colegas ajudam a aumentar a sua credibilidade?

4. É importante não competir. Senão, como é que todo mundo vai ganhar? Competição é uma palavra feia que já caiu de moda. Que tal trocá-la por cooperação? Ninguém faz nada sozinho, ninguém é tão bom assim. Faça a sua rede de contatos e inclua os colegas nas suas idéias. Alguém já disse (com razão) que um mais um é sempre mais que dois…

5. As coisas não caem do céu, faça-as acontecerem. Muita gente coloca no currículo que é pró-ativo. Na maioria dos casos, é apenas uma palavra vazia. Quem é pró-ativo mesmo não diz, mostra. Pró-atividade e currículos vazios são mutuamente exclusivos. Para ter experiência não é preciso que uma empresa lhe dê uma chance. Experiência como voluntário também conta, e muito. Até construir e gerenciar um blog sobre uma área de seu interesse vale. Quem quer faz, em vez de ficar choramingando sobre a crueldade do mercado malvado.

6. A curiosidade move o mundo. Não é porque você estuda administração que só vai aprender sobre isso. É claro que você tem que ler tudo sobre o assunto (é o mínimo), mas precisa também ter cultura geral. Todo mundo, principalmente os sortudos que puderam fazer um curso superior, tem a obrigação de saber pelo menos um pouquinho de política, economia, literatura e noções gerais sobre tudo que acontece no planeta. Como dizia o meu avô, aprender não ocupa espaço e se a gente considerar que mesmo os maiores gênios usam menos de 10 % da capacidade do cérebro, dá para aprender à vontade. E não se preocupe – se você estuda publicidade mas é apaixonado por lutas de sumô, com certeza esses conhecimento combinados vão lhe trazer um diferencial importante. Não tenha medo de ser curioso. Não existe conhecimento inútil.

7. Não lute contra o tempo, você vai perder. É essencial saber se organizar e dar conta de tudo o que se promete. Cada um tem o seu jeito, trate logo de descobrir o seu. Nada mais inconveniente do que ouvir aquela conversa mole de que não lê porque não tem tempo. Então só os desocupados lêem? Não acho… penso que os organizados sempre encontram tempo para fazer o que lhes interessa.

8. Conhecimento não é diferencial. Se você acha que conhecimento é poder, sinto informar, mas você está desatualizado. Na era Google, todo mundo pode ter acesso a tudo. O que vai fazê-lo ser diferente não é o que você sabe e guarda trancado na gaveta. É o que você sabe fazer com aquilo que aprendeu. A recombinação original de conhecimentos é que conta, que cria, que transforma. Pense nisso.

9. Você vale pela sua raridade. O mundo não precisa de administradores, publicitários, designers, engenheiros e advogados iguais aos que já existem. As suas características especiais, a sua capacidade de recombinar o que aprendeu, a sua abordagem única de fazer ou pensar uma coisa é que tornam você diferente e único. Se você se limita a aprender apenas o que lhe ensinam, a fazer apenas o que lhe pedem, a cumprir apenas as suas obrigações, más notícias. Não tem espaço para você no mercado.

10. Sem tesão, não há solução. A vida vale mais a pena quando a gente se diverte, quando ama o que faz. Se você não está gostando do curso, do trabalho, da sua história, mude enquanto é tempo! Os melhores em cada área nada mais são do que apaixonados por aquilo que escolheram fazer.

Lígia Fascioni

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