header_img

segunda-feira, 29 de março de 2010

Mantendo a chama acesa

Fala designers!


Primeiramente, este é na verdade um comentário do último post do Daniel.
Bom, poderia falar pra vocês da minha experiencia como designer, que crieo ser um tanto intrigante.
Eu desde que entrei na faculdade (02/2005) tento entrar na área. Sou o famoso entusiasta que entrou na faculdade por paixão, aquele que desde criança soube o que queria fazer. Até mesmo porque nao consigo fazer nada que não goste. Enfim.
Comecei a estudar e logo arrumei um emprego em call center (aqueles de atendimento mesmo), pois eu havia voltado recente de Uberlandia, onde morei por um período curto.
Trabalhei por um tempo no atendimento, logo fui crescendo e virei instrutor de treinamento da empresa. Uma área que curti muito. Entretanto, meu tempo era curtíssimo e consequentemente a minha ligação com o mundo do design mais curta ainda. Conforme ia crescendo na empresa, via a possibilidade de trabalhar com o que tanto sonhei sumir como fumaça. E ainda tinha a questão da idade, pois tenho hoje 29 anos. Juro, vcs não tem idéia do complexo que eu tenho pela idade, pois entre pegar um cara com carinha de bundinha de nenê como saem os dondocas média/alta das facus, e um barbado de 30 anos nas costas, adivinha com quem é que ocupa as cadeiras?
Bom, daí a coisa foi piorando a cada promoção eu tinha que ajustar a grade e com isso matérias iam se perdendo e uma vez, um semestre inteiro foi empurrado. Mas a motivação ao ver uma premiação, ao assistir palestras como a do Raul Pires certa vez no Mackenzie, iam mantendo ascesa a chama da resistencia.
No ano passado, eu não tinha feito ainda estágio, e resolvi largar tudo. Um bom emprego, uma carreira dentro da área de RH, uma boa empresa pra fazer estágio em um escritório de uma ong (e nem era pra projetar ou trabalhar com qualquer área de criação), mas que me permitiria entregar o estágio para a faculdade.
E assim foi. Eu trabalhei na organização Objeto Brasil. Os caras organizam o premio IDEA, considerado por muitos o Oscar do design.
Eu fiz meu estágio, trabalhei na área de produção, fiz uns contatos absurdos, conheci de falar ao telefone e fazer piadas por e-mail com prifissionais que jamais imaginaria conhecer. Enfim. Durou tres meses. Depois que acabou o IDEA eu fiquem em casa, prometi que ia terminar a faculdade, quando sofri um acidente que me deixou com uma baita dívida e com o pescoço machucado. Trabalhei em uma área paralela de dezembro a fevereiro, quando fui chamado pela Objeto Brasil para trabalhar novamente no Idea, edição 2010. Os contatos são os mesmos (e maiores ainda), mas onde quero chegar com toda essa ladainha? Elementar meus caros.
Eu hoje tenho a porta. Não tenho a referência.
Todos os senhores estao aí a reclamar de algumas questões que não subjulgo, são pertinentes, mas resolvíveis com o tempo. Não quero medir nada, mas deixar um desabafo. Quem contrataria um cara que não teve condições de praticar um simples autocad porque sempre trabalhou em outra área? Ou que não tinha jeito pra mexer no photoshop pra ajustar aquela ou outra imagem porque nunca pode usar e explorar a ferramenta?
Hoje estou aqui, de pés e mãos atados porque sei fazer um bom design, tenho idéias (e boas), mas sem créditos.
Também tnho meus sonhos, tenho minhas vontades, quero ter um carro novamente (o meu precisei vender depois do acidente), tenho vontade de ter minha casa, de me estabilizar, e não quero mto. Até mesmo porque não curto muito São Paulo. Quero ser um profissional confiável. Apenas isso. É tão complicado assim?
Bom, vamos nessa, e vem Idea 2010 aí..
Os trabalhos são mto bons, acompanhem no site..


Abraço a todos!

.